18.8.05

Diva

Ontem lá estava eu no meu divã, conversando com a melhor pessoa do mundo: minha mãe. Estava desabafando esta sensação ruim que ficou em mim depois que soube que tem alguém neste mundo que me odeia. E não é nenhuma mina despeitada ou um ex-namorado coisa e tal. É um amigo. Pode?

Pois é... eu disse pra minha mãe que já cometi várias tolices, imaturidades, mesquinhesas de sentimentos. Mas estou em busca do meu melhor e com o tempo estou me corrigindo. Eu falei sobre as minhas reflexões nesses tempos difícieis de amor por qual passei neste último ano e posso assegurar que compreendo melhor as atitudes de outrora. Desabafei que não quero mais ficar levando tapa na cara, com palavras jogadas, provocações gratuitas. Isso cansa!!! Por isso preciso conduzir melhor as relações que eu estabeleço por aí.

Bem... a minha mãe é linda demais e disse que sou humana, que errar é natural, mas se este amigo aí, tão cheio de problemas profundos, não perdoa porque o rancor endureceu o coração dele.

Vale algumas reflexões mais profundas. A gente vive errando por aí, ainda mais na flor da idade. Mas o amadurecimento nos traz sentimento menos exagerados, mais relevância nas coisas que valem a pena e menos dor de cabeça para as pequenas que nada vai nos acrescentar.

Quanto ao menino provocador dos meus dias, ele se defende atacando. Vai ver que foi por causa das coisas que andei fazendo há alguns anos. O machucadinho ficou. Mas minha mãe disse que ele gosta de mim, apesar de ser assim, tão menino de escola que te provoca até você chorar. E quando isso acontece ele se arrepende e diz que quer ficar em paz com você. Aliás, a semana da paz veio dessas constante brigas sem fundamentos entre nós. Acho que somos nos dois, assim, neste fogo cruzado bom. É um quero-quero danado.

E, por último... bem... fiquei longamente apaixonada por um lindo ser que nunca teve um grande objetivo e nunca soube o que ele realmente quis. A pessoa mais inconstante e instável do planeta. Vide os empregos, a família, os amigos... e principalmente as atitudes. Que ele possa encontrar a felicidade nesta corrida desenfreada e sem caminho certo. É o máximo que eu posso desejar na altura do campeonato. Só não quero mais saber de nada. Já não me interessa, nem me satisfaz.

1 Comments:

At 7:39 PM, Anonymous Anonymous said...

O amor e o ódio têm apenas uma margem tênue os separando... "amoródio" diz Lacan... É difícil perdoar, é difícil e ruim conviver com sentimentos negativos, ainda mais vindo de uma pessoa a quem só positividades tinha. Penso que a amizade, amizade de verdade mesmo, permite que possamos errar com o outro e não sermos perdoados, porque não há porque pedir perdão, mas compreendidos, acariciados, chamados à atenção. Amigos são nosso norte, nosso chão, nossa vida. Um pouco de pai, de mãe, de irmão, de irmã, de namorado, de namorada, de avó, de avô, de filho, ...
E nào queira saber de nada mesmo, se não satisfaz, para que?!
Bjos linda!

 

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