26.9.07

selma costurada




16.11.05

Estrelas cadentes

Quando vi uma estrela cadente caindo, descobri que eu podia maisme elevar. Soube que ela não estava morrendo nas chamas e sim completando um ciclo aqual se tinha destinado. Talvez nem ela soubesse de seu próprio destino e julgou que aquele instante era seu fim. Talvez ela não soubesse que teve que percorrer todas as suas rotas no espaço para que acumulasse a poeira das estrelas em si e as trouxesse em forma de vida para a terra. O seu fim era o seu começo.

Talvez, enquanto ela vagou pelo espaço sempre se perguntou o porque de percorrer tantas distâncias em tantos vazios. Todas as incertezas a consumiram em todos os seus percursos. Todas as dúvidas exigiram que ela se tornasse maior do que era porque para cada uma delas ela tentou buscar uma resposta. E a resposta maior ela descobriu quando percebeu que
tinha que ser menor do era para poder ser maior do que tudo.

Talvez você não precise ter todas as certezas do mundo para começar a fazer algo. Se você as tivesse, com certeza, não o faria. As dúvidas fazem parte de todos os nossos dias e elas somente se dissipam quando cruzamos uma linha das nossas muitas chegadas.


****Texto recebido por e-mail de não-sei-de-quem. Spam, acreditem se quiserem... Destino, meus caros... Porque este texto caiu como uma luva no meu momento de agora. ****

3.11.05

Perdas e Ganhos...

Quando eu era uma menininha pequena, eu perdia lápis-de-cor adoidado. Não sei que mágica que acontecia que no começo do ano a caixa de 24 era completinha e já no meio do ano estavam faltando algumas cores fundamentais: como o verde-árvore, o marrom-bombom, o azul-piscina, nº 42. Lembra deste? Era assim... umas pintadas no caderno e um vapt-vupt desvairado na sala de aula, na sala de casa ... Mas era só começar o ano seguinte que a minha mãe comprava uma caixa nova no Carrefour.

Quando eu fiz 13 anos e 10 meses perdi meu primeiro namorado. E não foi assim como os lápis-de-cor, que era uma coisa meio natural. Esta perda doeu fundo em mim, em todas as partes do corpo. Eu gostava tanto daquele menino de cabelos cor-do-sol, que havia me mostrado como era bom grudar os lábios e ficar assim... meio bobos, meio juntos, sem-comer, no escurinho do cinema, de mãos dadas pelas ladeiras da memória ... E quando eu o perdi, entre um beijo e um tchau, eu chorei muito... Chorei, chorei, chorei dias... até que minhas lágrimas secaram e a perda foi se acostumando dentro de mim. Acho um lugarzinho e ficava lá... às vezes remoendo aquela coisa perdida.

Aos 19 perdi o medo de ser feliz e me atirei nos braços de uma pessoa incrível e vivi momentos de brilho eterno. Esta perda veio em boa hora...

Aos 20 perdi meus avós, aos 22 perdi meu primeiro emprego, mas foi motivo de uma grande felicidade. Aos 23... não lembro se perdi. Aos 24 perdi meu segundo amor. E aos 25, chego numa conclusão...Às vezes perder algo, implica em ganhar muitas outras coisas. A perda faz doer o coração da gente na maioria das vezes, mas é imprescindível para o nosso amadurecimento, para o ir e vir das coisas da vida.

1.11.05

Minha novela!

Assim como o final da novela América está cada vez mais próximo e, portanto, o fim do dramalhão brasileiro-mexicano-miami de Sol (Débora Seco) também está. E embalada pela trilha da sonora da novela, do supense, dos chororôs para a grande festa final da alegria, onde todos se casam e se dão bem, assim estou eu... me encaminhando para dias desencanados e de folias.

Tem momentos da vida da gente, que parecemos roteiristas de novela. No meu caso, a semelhança é com o Monjardim ou o Manoel Carlos... longos capítulos dramáticos, sofrimentos atrozes, altamente reflexivos e cheios de diálogos edificantes, mas que nada satisfazem a alma. Queria mesmo ser mais Walcir Carrasco, com seus romances do horário das seis, bem água-com-ácucar, e com aquela fundamental pitada de bom-humor pra toda vida da novela. Ah! Como queria!

Mas ... como a vida imita a arte e arte imita a vida, a minha novela cotidiana vai mudar de horário e de história: chega de mágoas, ressentimentos, de culpa, de choros, de "ninguém-me-ama-niguém-me-quer". Bora pras coisas boas da vida, bora pros bons sentimentos... Quero sentir calor! Por isso quero mais é me aventurar no horário das sete... vestir figurinos extravagantes, dançar, fugir, viajar... e arrumar um doido por aí... pra me embalar na poesia dos seus desejos.

27.10.05

Menina roxa

Hoje é a história de uma menina-moleca que está toda cheia de roxos na perna de tanto cair. Ela pula, salta, brinca, grita e cai. Aí com aquela dorzinha vem um chororô danado, mas depois ela esquece e vai brincar de novo.

Aí, tem um momento que a menina roxa se cansa e fica lá no buraco pra não cair mais. Iventa um monte de histórias pra lhe fazer companhia, mas sonha com dias de sol e de muita brincadeira, livres das armadilhas que a fazem cair todo instante. Então ela dorme e fica esquecida no buraco... durante dias.

E o tempo passa e ela continua no buraco, pois lá é como se estivesse debaixo dágua, ou nas entrelinhas dos acontecimentos. É como se fosse a hora do recreio ou estivesse escondida para sempre no esconde-esconde.

A menina-roxa só quer as suas histórias, por isso continua no buraco, alienada a tudo que explode no mundo lá fora. E quanto tempo ela vai ficar esquecida, hein?

A menina roxa chora. Brincar de imaginar dói mais que os machucados na perna. .

26.10.05

amor belicoso...

Eu sei que falar de referendo é meio estafante, uma discussão polêmica, de muitas opiniões, que durante dias fez com que a população pensasse sobre a violência do país e quais as melhores atitudes a tomar.

Mas o fato é que aqui em casa votamos não, com a convicção que proibir o comércio de armas nada iria ajudar na diminuição da violência. E porque também, na verdade, aqui em casa, armas (de fogo ou não) sempre foram bem-vindas, apesar disso poder soar estranhamente, vindo de uma garota de 25 anos, sonhadora e romântica.

Pois é... aqui em casa sempre vivemos num ar belicoso. Desde criança ouvi meu pai falar que estava se preparando para a guerra. Seja ela contra humanos, bichos ou ETs. E, por isso, nos ensinou a estarmos sempre preparados. E não estou falando em somente saber manusear uma arma. Estou falando do treinamento físico, da alimentação e de saber lutar.

Quando nós quatro éramos crianças, ganhávamos muitas armas de brinquedo. Meu irmãos lutavam de cajado no quintal. Eu adorava meu revolvinho de espoleta com cabo vermelho. Era a Mulher Maravilha do velho-oeste. E embora meu pai tenha se empenhado em criar uma mulher guerreira, sempre gostei das românticas frágeis, das cinderelas da vida...

Meu pai quis que eu fizesse judô, karatê, tae-ken-do... Mas eu escolhi balé, jazz e dança cigana. Porém, nas fotografias guardadas, encontro a Mônica de oito anos com uma faca pendurada na cintura, se achando a Rambo versão mulher.

E eis o dia que fomos morar em Minas e meu pai montou um verdadeiro quartel-general. Se armou de pastores alemães, ficou sócio de um clube de tiro em Itajubá, adquiriu uma porção de armas de colecionador e nossa diversão aos finais de semana, além de jogar vôlei, era atirar com arco-e-flecha.

Passado uns anos, ele fundou, junto com um grupo de amigos, o clube de tiro de Pouso Alegre. E todos nós passamos a frequentar o clube, como se fosse um simples clube de campo. Tinha até aquela máquina de atirar pratos... Era bacana! Mas eu gostava mesmo era de ficar olhando aquela paisagem infinita e linda que havia entre aquelas montanhas, minahs musas inspiradoras.

E apesar da arma em si ser um objeto de nenhum estranhamento ou medo, até porque nunca passei por uma situação de apuro, não sou a mulher guerreira que meu pai sempre sonhou em ter. Eu sou mesmo a mulher manteiga-derretida. Aquela que é molinha de coração. Aquela que luta muito pelo o que quer, mas é incapaz de atirar pra tudo quanto é lado. Aquele que é determinada, mas que não contém as lágrimas. Sou mesmo uma grande mulher romântica, sonhadora e que ainda acredita no amor. E não há arma no mundo que o impeça ele de existir, crescer e tomar conta da gente.

22.10.05

Homenagens ao dia 20 de outubro

Melhores homenagens para o dia do poeta, o dia da Momô!!!

"Parabéns, por um monte de coisas: pelo leversário, pelos cabelos, pelo olhar, pelo sorriso, pela inquietude, pelo inconformismo, pelo desânimo (mais exatamente pela força que você tira lá do fundo pra se arrancar dele!), pela vontade, PELO TIMÃO!!!, pelo trabalho, pelo desejo de um mundo melhor (e a ação pra tornar isso real!), e mais um monte de coisas que não caberiam aqui porque você é grande demais pra ser reduzida a meras palavras (cantadas ou não!!!)!!"

Melhor scrap que já recebi!

E...

"Sim, lembro dos papéis de carta, do trem, das bicicletas em Pouso Alegre, do Patu Fu, das cartinhas com envelopes coloridos – recortes de revista, dos amores difíceis, dos jogos do Timão, do tetra, e de tantos momentos maravilhosos que estávamos juntas. Uma amizade redescoberta, reinventada, de tantos significados, lembranças e novos momentos. Calmonzinha como Dona Cadinha, bravinha como Seu Ari. Linda menina de bochechas vermelhas, de cabelos compridos e cacheados, que gosta de amarelo, que sonha com Luísa tão lindamente que podemos, e sentimos, a menininha andando com seus sapatinhos vermelhos. Desejo tudo que há de mais suave e singelo no mundo à você, minha amiga, tão sensível, apaixonada!"


Da minha prima, amiga, queridona, Carol Calmon, autora do www.cabecagorda.blogspot.com

A-D-O-R-E-I demais!

16.10.05

Borboletas do amor

Eu estava aqui com as minhas caraminholas obesas, de tantos pensamentos que aqui se encontram... Estava pensando como são tão complicadas as relações humanas, ser aceito pelo outro, a questão de gostar, sentir prazer do lado de alguém, adorar infinitamente, embora haja muitas características que não sejam compatíveis.

Lembrei-me dos olhares cúmplices do casal Roro e Lisa, do filme sueco Jalla Jalla, que assisti na sexta-feira. Que não importa religião, time de futebol, cor da pele... Quando há sintonia de amor, nada mais importa.

Mas ao mesmo tempo, penso que aqui há o jogo de interesses inconscientes colados no nosso peito, quando nossa barriga se enche de borboletas do amor. Será que é isso mesmo?

Só sei que quero ser a "Tangerine" de alguém. Compartilhar momentos simples, mas únicos e intensos. E não importa quem tem o melhor corpo, quem é mais belo, quem é descolado ou não. O que importa são os olhares se encontrarem e selarem uma cumplicidade que denuncia o momento sublime quando o amor acontece.

vontade de viver

Abalei-me, sim! Também, aqui tão pertinho de casa... Frequentávamos o mesmo mercado de bairro, passava em frente a república dele quase toda semana e há uma grande probalidade da gente já ter se esbarrado pelos corredores da ECA ou atendido algum telefonema meu à Rádio USP.

E fico imaginando por que esses acontecimentos macabros se sucedem assim... tão facilmente, tão inesperadamente, entre pessoas com tanta esperança de vida, com tanta vontade de mudar o mundo.

Sim, o menino que matou fazia parte do projeto Redigir, um projeto social lindo, que ensinava redação a jovens carentes. Entre outras coisas, ele tinha um sorriso lindo, era querido pelos amigos e apaixonado por dança.

A morte pesa demais quando é assim, injusta. E foi com uma faca, nem foi com uma arma para armar a polêmica do referendo. Sim, cheguei a pensar neste detalhe quando soube da notícia. Em algum momento encontrei a frieza de ter este pensamento.

15.10.05

7 pecados capitais

Estava lendo a Folha Esportes e encontrei esta listagem dos 7 pecados do Campeonato Brasileiro de Futebol. Adorei, por isso até dei um control + C para postar aqui.


COBIÇA

O árbitro Edilson Pereira de Carvalho aceitou manipular jogos por R$ 10 mil. Segundo ele, dívidas o levaram a tomar essa decisão, que só lhe renderam prejuízo maior. Ele deve gastar uma quantia superior a isso agora com advogados e ações, como uma da Alianza Lima, clube peruano lesado na Libertadores

PREGUIÇA

A CBF, além de não ter feito nada nos últimos anos a respeito de diploma falso de Carvalho, deixou o caso só para a Justiça Desportiva e feriu o próprio regulamento do torneio na repetição dos jogos. ""Em nenhuma hipótese será permitida a realização de jogos com portões abertos ao público, ou seja, sem a venda de ingressos", diz a norma

VAIDADE

Luiz Zveiter, presidente do STJD, assumiu como decisão particular anular os 11 jogos de Carvalho no Nacional deste ano e passou por cima até de artigo do Código de Justiça Desportiva. Armando Marques, ex-presidente da comissão de arbitragem que não atendia a imprensa, também era criticado pelo autoritarismo

GULA

Os clubes, desunidos, trataram de defender mais os seus interesses. Prejudicados chiaram. Beneficiados se calaram

IRA

Torcedores reagiram com irritação extrema e violência a atuações ruins dos árbitros nas partidas que foram repetidas

INVEJA

O Corinthians, com a MSI, bateu recorde de investimento no país. Clube mais beneficiado com a anulação, virou alvo de todos

LUXÚRIA
Por trás do esquema de manipulação de jogos, há empresários, sites de apostas clandestinos e, investiga-se, até dirigentes

12.10.05

No andar de cima...

Confesso que prefiro o ônibus ao metrô. Sem dúvidas! Tudo bem... o ônibus está sujeito a pegar engarrafamento, você passa mais tempo dentro dele, mas pelo menos você avista alguma coisa pela janela. A não ser que alguma torcida organizada de time de futebol resolva invadir, no busão não dá aquela sensação claustrofóbica que dá quando estou no metrô, confinada debaixo da terra, sem paisagens, com aquele entra-e-sai de pessoas numa velocidade de clipe musical, tudo muito passageiro.

Ontem estava eu no lindo campus verdejante da USP, quando peguei um ônibus com piso rebaixado. Quem já um dia foi criança e disputava os únicos bancos altos ou já pegou este ônibus sabe... É uma curtição! Ele tem uma escadinha no meio que dá acesso ao piso superior e, lá no fundo, você fica numa altura da rua fenomenal, com ar batendo no seu rosto sem pedir licença. Sim, eu sentei no banco mais alto... E como é prazeroso observar tudo de lá de cima...

Lembrei até de uma matéria que saiu no Guia do Estado uma vez dos lazeres paulistanos que estão debaixo da terra: barzinho debaixo da calçada em Pinheiros, cinema na Paulista, exposição no Centro da Terra no Sumaré, uma escola de balé debaixo do viaduto do chá. Os paulistanos são tatus! Cavando, cavando, cavando, invadiram até os lugares mais recônditos e confinados...

Claustrofobia? Não, imagine! Não sei se é porque já sofri muito com crises asmáticas, eu preciso de ar, eu preciso respirar, eu preciso ter uma janelinha ao meu alcance.

E falando em claustrofobia lembrei imediatamente daquela cena do filme do Hitchicock no túnel. Foi a primeira vez que me deparei com esta palavra e com seus significado. Daí eu entendi muito bem. Pra mim é tão real, que chego a ficar meio sem ar, psicologicamente, de aflição da situação.

Mas todos esses assuntos aqui embolados, um-puxando-o-outro, era pra dizer de como é bacana ver as coisas lá de cima. De como eu prefiro uma casa no topo da montanha ao nível do mar. De como um terraço ou uma varanda lá no alto é bem melhor que ter um porão medonho e fechado. Andar de ônibus, melhor que metrô. Que eu prefiro ser uma ave, a um roedor. Que prefiro subir a descer escadas. Que o terraço Itália é fabuloso. Que eu nunca desci as escadas pra ver a Galeria Prestes Maia.

Vai ver que tudo isso vem das concepções mais incoscientes da formação cultural que eu tenho. Vai ver por mais maniqueísta que isso possa parecer e estereotipado dos livros infantis, é porque eu acredito secretamente que o céu fica lá em cima e o inferno queimando embaixo da terra.

9.10.05

As avós da Luísa

Tive duas avós na minha vida.

A minha vó paterna durou até os meus oito anos. Minhas lembranças é de uma velhinha franzina, com seu carrinho de feira fazendo compras no Carrefour. E no dia do meu aniversário, aparecia sorrateiramente com uma caixa de bombom garoto. Deixou um quadro de flores vermelhas, retratos em preto e branco, uma boneca-de-pano que ela mesmo fez pra mim, uma caixinha de música japonesa e diários com páginas amarelas que guardam segredos da juventude. Diários que conversam comigo, mais do que as palavras que trocamos em vida. E através dessas escritas do passado a gente se entende, se corresponde, somos cúmplices de sentimentos iguais.

Já a minha vó materna se foi quando tinha uns 21 anos. Ela não me deixou nada material como a outra, mas me deixou lembranças infinitas. De quando viajamos de trem para a praia e ela me deixou comer bolacha de água e sal no caminho. De quando fazia picolés de manga pra gente chupar, dos chinelinhos de pano que confeccionava com carinho, de quando disputávamos buraco durante toda uma tarde de verão, dos bolhos de coelho na Páscoa, de quando chorava quando contava uma história pra gente. Ela ria chorando. Não esqueço do cheirinho da minha vó... do seu feijãozinho maravilhoso e do seu jeito bravo e corajoso de enfrentar o mar.

Mal sabe a Luísa que escolho os meus pretendentes de olho nas futuras e prováveis avós. Não sei como será quando ela for grandinha, mas com certeza ela vai saber a minha preferência por avós que são mulheres fortes, batalhadoras e loucamente apaixonadas pelos filhos.

E existem três grandes mulheres que eu desejei muito que fizessem par com a minha mãe pra serem as super avós.

A primeira foi uma das mulheres mais adoráveis da minha vida: Helena. Mãe do meu primeiríssmo amor. Mulher brava, determinada, forte e loucamente apaixonada pelas suas crias. Imagina ela vó da Luísa? Ia encher-lhe de esfirras aos domingos e contar histórias e mais histórias do pai quando pequeno. Com aquele seu sorriso generoso e sua pose de italiana, Luísa seria uma neta de muita sorte e de muita gana.

A segunda escolhida foi a Vera, mãe de um grande amigo meu. Nunca tivemos um relacionamento amoroso, mas no dia que descobri sua mãe, senti uma pontinha de vontade da gente casar e ser feliz para sempre, tendo a Luísa a segunda vó mais especial deste mundo. A Vera é advogada e, ao mesmo, tempo, administra um sítio inteirinho. Bonita, inteligente e desbravadora das montanhas de minas, carregou a família paulista e foi párar em PA city. Puxa, a Vera e minha mãe também seriam uma grande dobradinha de avós maravilhosas.

E a terceira... eu já tinha certeza que seria finalmente ela. Ai ai... Ilusões do destino. Mas valeu a intenção. A Sussú é uma vó muito moderna. Ela é uma mulher on-line, antenada com as novas tecnologias e também muito batalhadora. Mais que isso. Sua grande paixão são seus dois filhos queridos e tenho certeza que ela literalmente iria até o fim do mundo por esses dois. A Sussú, além de tudo, é uma grande amiga, uma companheirona nas horas tristes e felizes, romântica, leitoras das palavras de acalento, carinhosa que só... conversadeira, não tem medo de chorar, não tem medo de sorrir e de estender a mão pra quem precisa. Aliás, as suas mãos estão sempre prontas para acariciar, para acalentar, erguer, levantar e ajudar seus amores. A Sussú é uma grande mulher, forte e adoria que a Luísa nascesse "Figueira" como ela. Sem medo de viver, sem medo de se arriscar, mas sempre com aquela esperança que encharca seus olhos de lágrimas e derrama em sorrisos de amor.

No entanto, ainda não sei o quem será a segunda avó de Luísa. A vida segue seu rumo. Mas seguirei meus instintos. Ela está por chegar... eu sei.

3.10.05

E falando em Lua...

E falando em Lua, lembrei-me de um fato saudoso.

As luas me marcaram nas estradas de São Paulo a Minas. Eu ia deitada no banco de trás do carro, procurando a Lua no caminho. Ela que por aqui quase nunca aparecia, nos céus de Minas transforma-se na mais magestosa das beldades noturnas. Linda, única, extravagante em suas fases, colorida e idolatrada.

Que saudade das luas da minha adolescência... Que saudade de quando me tocava com sua poesia. Saudades da Lua!

Agora, aqui, sob este céu sem segredos e magias, só me resta a televisão.

A Lua e a Televisão

Enquanto eu luto para escrever minhas teorias sobre comunicação e educação, televisão... descentramento... Encontrei uma linda letra do nosso querido Chico sobre o despretígio da Lua por causa da televisão.

Triste história... Mas ela me servirá como inspiração. Não para difamá-la, mas para incentivar a educação formal a fazer sua desconstrução.

O homem da rua
Fica só por teimosia
Não encontra companhia
Mas pra casa não vai não
Em casa a roda
Já mudou, que a moda muda
A roda é triste, a roda é muda
Em volta lá da televisão
No céu a lua
Surge grande e muito prosa
Dá uma volta graciosa
Pra chamar as atenções
O homem da rua
Que da lua está distante
Por ser nego bem falante
Fala só com seus botões

O homem da rua
Com seu tamborim calado
Já pode esperar sentado
Sua escola não vem não
A sua gente
Está aprendendo humildemente
Um batuque diferente
Que vem lá da televisão
No céu a lua
Que não estava no programa
Cheia e nua, chega e chama
Pra mostrar evouções
O homem da rua
Não percebe o seu chamego
E por falta doutro nego
Samba só com seus botões

Os namorados
Já dispensam seu namoro
Quem quer riso, quem quer choro
Não faz mais esforço não
E a própria vida
Ainda vai sentar sentida
Vendo a vida mais vivida
Que vem lá da televisão
O homem da rua
Por ser nego conformado
Deixa a lua ali de lado
E vai ligar os seus botões
No céu a lua
Encabulada e já minguando
Numa nuvem se ocultando
Vai de volta pros sertões

2.10.05

Divagando...

seis meses que o seu olhar não melhora os meus...


Pois é... não queria, mas acabei lembrando. Hoje faz exatos seis meses que os seus olhos não melhoram os meus; que a barba mais gostosa do mundo não roça na minha pele; que você não conta com entusiasmo seus planos futuros; que você não faz dos meus dias, os melhores da minha vida.

E as saudades, embora não sejam desejadas, nem queridas por mim, são totalmente inconscientes e viscerais. Procurei este tempo todo remédios e fórmulas eficientes para aniquilá-las, mas tudo que se refere a uma amor sincero, não funciona. Só o tempo...

E falando em tempo... ontem assisti a uma entrevista na TV com a conatora baianada Pitty. Ela tem uma tatuagem na coxa que está escrito assim: Isso vai passar . E são nessas sábias palavras que eu mais acredito hoje.

Sob o céu encharcado...

E hoje São Paulo descansa sob a chuva caprichada, sob o céu cinza de primavera. E eu com uma vontade incrível de ir ao estádio, ver o Timão jogar com chuteiras especiais, campo encharcado, bola pesada e a torcida fervendo de emoção. Pois não há chuva neste mundo que contenha a paixão da torcida corinthiana.

"Pode chover, pode molhar, é no molhado que o Timão vai golear... "

30.9.05

29 de setembro

Lembro que adorava ficar no murinho da casa da praia esperando o trem passar... E você, pequenina, era minha companheira nessas horas de angústia, ansiedade, mas de alegria também. Hoje não tem mais o murinho, nem mais o trem, mas ainda estamos juntas nos nossos momentos de acalento da esperança.

Você consegue lembrar que quando éramos crianças trocávamos papel de carta e, hoje, trocamos recheios, palavras, idéias, sonhos... Esta constatação eternece a alma. Já moramos perto, já moramos muito longe, mas o que importa é que nossa essência é sintonizada.

Somos filhas de mães irmãs, librianas, calmon no sangue, momentos fortes de leocádia, movidas pela mesma paixão e pelo Timão! Somos mulheres, amigas, confidentes... Pobre paulistas, amantes de Clarice e todo tipo de literatura que nos enriquece. E faz 23 anos!!! E sou grata por esta sua amizade, pelo seu carinho, por você ser assim: simplesmente você, tão linda, tão carinhosa, tão incompreendida, tão gordinha nos pensamentos!!!

Feliz dia 29 de setembro - embora esteja atrasada na homenagem blogueira.

21.9.05

Grão de amor

As palavras que eu perdi durante este tempo de processamento das suas, ficaram este tempo todo sussurando pra mim, coladas no meu lado esquerdo, ocupando por longas horas meus pensamentos. Tem um teórico das ciências sociais que diz que têm momentos que a linguagem verbal é incapaz de expressar um determinado sentimento. E é exatamente assim que me senti, depois que li tudo que você escreveu... As palavras não me servem. Quero música pra lhe responder... Quero acordes que expressem o que vai na alma. Preciso de um arranjo de cordas, com flauta tranversa, numa partitura impecável, com interpretação sem igual. André Mehmari no piano, Ulisses Rocha no violão... E nesta orquestra para interpretar meus sentimentos, o regente é o meu coração desvairado, com vontade de trangredir o tempo, as regras e só obedecer as vontades mais sinceras.

Foi umas das coisas mais lindas que já li, meu caro. E desejei tantas coisas... Não acreditava de pronto nas semelhanças... Não é possível que duas pessoas possam ter uma intimidade tão profunda assim e tão pouco se conhecem. E saiba que esta mousse de chocolate com creme de leite é a minha cobertura de bolo predileta. Também gostaria de lhe dizer muitas e muitas coisas... Passaríamos dias e madrugadas despejando palavras, sonhos, desejos, tudo de bom que há nesta vida.

Mas enfim... volto à realidade e sei que muita coisa não é possível. Vivemos um "destiempo", como fala o grande Martín-Barbero. E eu tenho certeza que penso certo quando lembro dos pequenos... tão lindos, tão mais especiais que tudo.

Porém, sempre saiba o grão de amor imenso que vai no peito. Independente dos fatos, do tempo vil, independente da nossa sábia razão.

16.9.05

E dale Martha!

As minhas caraminholas imploram... Queremos Martha! E então... dei a elas uma overdose de Martha Medeiros nesta tarde triste de sexta-feira.

Querem mais? Leiam o Donna do Zero Hora todos os domingos.


Uma crônica sobre o amor

Seja através de clichês cinematográficos ou de prosa da mais alta qualidade, a verdade universal é que só o amor nos humaniza de fato

Dois entretenimentos diferentes. Sábado, filmezinho no DVD: Alfie, com o feioso Jude Law. Não cheguei a assistir a primeira versão, com Michael Caine, que todos dizem ser melhor, pra variar. O filme conta a história de um don juan que dorme cada noite numa cama e cujo projeto de vida é este mesmo: trocar de parceiras até a exaustão para não morrer de tédio. Aí, claro, vão acontecendo coisas aqui e ali, até que ele descobre... vê se adivinha: que uma vida não tem sentido sem amor.

Acabou o filme, fui dormir. Quando acordei no domingo, resolvi passar o dia em companhia de Gabriel García Márquez e seu poético Memórias de minhas putas tristes, um livro lindamente escrito e onde encontra-se a seguinte frase: "O sexo é o consolo que a gente tem quando o amor não nos alcança". Salve a literatura. Mas é exatamente o que o filmeco-sessão-da-tarde Alfie queria contar, e contou à sua maneira.

Seja através de clichês cinematográficos ou de prosa da mais alta qualidade, a verdade universal é que só o amor nos humaniza de fato. Pode-se gostar ou não desta idéia, ela pode ser claustrofóbica para uns e libertária para outros, mas o mundo dá voltas e voltas e chega sempre neste ponto, o de que o amor é mais importante que o dinheiro, que o sexo, que a beleza, ainda que tudo isso seja ótimo também. Mesmo com uma vida recheada de acontecimentos, se estivermos ocos, não veremos muita graça em nada. Poderemos até parecer independentes, inteligentes, modernos, sofisticados... mas só o amor responde às nossas indagações - indagações que podem também ser divertidas, inspiradoras, transgressoras, bla, bla, bla... mas ainda irrespondíveis sem amor. Sem amor, neca. Sem amor, babaus. Sem amor, o resto é consolo.

Vale amor por um cachorro, por um projeto, por si mesmo? Prefiro acreditar que sim, que o amor sem conotação romântica também pode justificar uma existência, que ele pode tornar uma pessoa, senão plena, ao menos leve e alegre, sem necessidade de buscas intermináveis. Mas não é isso que nos dizem livros, filmes, músicas, poemas. Se não amamos alguém, é uma vida vivida sem integralidade. Pode até ser uma vida boa, mas não uma vida que valha a pena ser contada.

Diante desta sentença, fazer o quê: é ele que desejamos, é por ele que procuramos, é nele que queremos tropeçar, nem que seja aos 90 anos, nem que seja quando estivermos secos depois de fazer tanta burrada, nem que seja para durar três dias, nem que seja para nos fazer sofrer, nem que nos arrebentemos, como tantos se arrebentam em seu nome. Diz o personagem de García Márquez, torturado pelo amor: "Não trocaria por nada neste mundo as delícias do meu desassossego". Quem mais nos colocaria assim de joelhos? Sem amor, nos resta a paz. Porém, uma paz sem gosto.

minha amiga martha me disse...

"(...) Se não era amor, era da mesma família. Pois sobrou o que sobra dos corações abandonados. A carência. A saudade. A mágoa. Um quase desespero, uma espécie de avião em queda que a gente sabe que vai se estabilizar, só não se sabe se vai ser antes ou depois de se chocar contra o solo. Eu bati a 200 km por hora e estou voltando á pé pra casa, avariada.

Eu sei,não precisa me dizer outra vez. Era uma diversão, uma paixonite, um jogo entre adultos. Telvez este seja o ponto. Talvez eu Não seja adulta o suficiente para brincar tão longe do meu patio, do meu quarto, das minhas bonecas. Onde é que eu estava com a cabeça, de acreditar em contos de fada, de achar que a gente muda o que sente, e que bastaria apertar um botão que as luzes apagariam e eu voltaria a minha vida satisfatória,sem seqüelas, sem registro de ocorrência? Eu não amei aquele cara. Eu tenho certeza que não. Eu amei a mim mesma naquela verdade inventada.

Não era amor,era uma sorte. Não era amor, era uma travessura. Não era amor, eram dois travesseiros. Não era amor, eram dois celulares desligados. Não era amor, era de tarde. Não era amor, era inverno. Não era amor, era sem medo. NÃO ERA AMOR, ERA MELHOR"

Trecho do livro que mais amo nesta vida, Divã, de Martha Medeiros.

13.9.05

Crianças...

Pois é... papo vai, papo vem... e fica um monte de adultos pensando o que a criança gosta ou deixa de gostar... Imaginando se ela vai párar pra prestar atenção ou não... Ficam se baseando nas experiências dos filhos e tal. Ou mesmo nas experiências profissionais.

Bem... o causo é que toda criança adora uma boa história, detesta ser tratada como boba, por isso as coisas tem que ser sinceras, cheias de verdade, inteligentes. Só que, em contrapartida, a liguagem do rádio é estranha para as crianças de hoje... Elas são totalmente audiovisuais. Quase nunca se deparam com momentos que somente a audição seja a protagonista. Sim, um desafio enorme fazer com que crianças paulistanas, tão grudadas no controle remoto da Tv, se prendam às ondas sonoras do rádio.

Um desafio para a super Palavra Cantada, que há tempos vem demostrando um certo domínio na conquista dos pequeninos. Será que eles vão conseguir vencer mais este obstáculo????

9.9.05

Entardeceu...

Ontem a noite conversando com você me engasguei com suas idéias equivocadas. Não sei como chegou a conclusões sobre mim tão distantes do que eu sou verdadeiramente. Confesso que me decepcionei com sua falta de sensibilidade no olhar, no sentir... Nossa! Caí das nuvens que eu estava e me esborrachei no chão. Agora estou roxa assim... toda machucada de frustração.

Você sabe... eu vivo com intensidade. Quando eu gosto, eu gosto inteiramente, carinhosamente, apaixonadamente. E meu coração não consegue ser intinerante, ele estaciona. Ele não se divide, ele sempre é um só. Ele faz uma misturada de sentimentos que transborda em dedicação, companheirismo, admiração. Incrível esta coisa de amar, né... São tão bonitas todas essas transformações na nossa alma, na nossa natureza.

Mas enfim... tô muito sensível ultimamente. É difícil lidar com tanta sensibilidade. Tento levar com muito bom-humor. Mas nem sempre é possível.

Queria que você soubesse tantas coisas de mim: que eu adoro chá de cidreira, que quando gosto de verdade eu beijo o dorso da mão (como beijei a sua aquele dia), que eu gosto de sorvete, bolo e brigadeiro porque são doces, assim como eu, assim como eu gosto de experimentar a vida... Que eu prefiro o dia à noite, gosto da primavera, wafer com café, gelatina de uva... Que eu sonho com dias melhores, de mais amor e menos tempestades. Que a Luísa é o meu sonho de viver... que ela já existe, embora ainda não esteja aqui entre nós.

Eu queria olhar nos seus olhos novamente e falar tudo que escrevi aqui. Mas acho que ficou tarde.

1.9.05

As vaquinhas mugindo... eita lembrança boa!!!

Outro dia um querido da minha vida tava relembrando que quando vim de Minas pra cá eu morria de saudades das vaquinhas mugindo além do meu quintal... É que eu morava de frente para um pasto enorme, onde várias delas ficavam lá, ruminando, fazendo “Mu”... E compunham aquele baita cenário bucólico, tão famoso das Minas Gerais.

Pois é... Aí pensando nisso, constatei que não mais lembro das vaquinhas. Não que eu não sinta saudades, mas é diferente. Tornou-se uma lembrança boa e não uma falta imensa, aquele tipo de saudade que te arranca um pedaço, que faz doer seu peito, que faz a gente chorar...

Eu sou uma menina cheia de saudades, brandas e viscerais. Quando lembro do Delphus, por exemplo, tenho saudades que vão fundo na alma e me faz chorar de vez em quando. Quando lembro dos meus avós maternos... Sinto uma saudadezinha carinhosa... Mas terna, calma e alegre. Tenho saudades de gulosa de um bolo de chocolate com morango que fazia. Saudades de andar na grama descalça, saudade da Jade, da Jane, daquele jardim... Saudade daquele Momô que só ele sabia pronunciar. Saudade de jogar buraco, de passar o ano-novo na praia, dos meu primos quando éramos menos compromissados e complexos. Saudade de dormir no mesmo quarto que os meus irmãos e do meu pai mandando a gente dormir. Saudades de quando a minha mãe era só mãe, do Breninho inventor, da quadra de volei, da caravan azul... Quantas saudades!!!

Mas ADORO também quando é possível matar todas as saudades que vão dentro da gente. Eu, ultimamente, venho matando uma que estava tão gorda com o tempo. A sensação de matá-las é MARAVILHOSA. É melhor que comer bolo com sorvete de chocolate. É como ver o Timão ganhar no Pacaembu. É sensacional!!!

Mas a saudade, no nosso bom português, é uma palavra tão carregada de sentimento, que vai ver que é por isso que é tão difícil de traduzí-la.

30.8.05

Super poderes

Então... Você chegou de novo, desarrumou minhas idéias, bagunçou todos os meus sonhos e não me deixa mais dormir em paz. Dia e noite fica aqui, grudado nas minhas caraminholas, sussurrando indecências, palavras irônicas que me enlouquecem de prazer.

E eu fico assim... Com esta cara de boba, sem saber o que fazer exatamente, totalmente avoada e distante da racionalidade.

Como você conseguiu este poder tão grande de me deixar fascinada, de boca aberta e de olhos encantados?

O mundo dá voltas...

Quando encontrei esta comunidade no orkut, concordei plenamente com três pontos de exclamação. Sim!!! Dá voltas mesmo! E como é incrível a maneira que se dão esses processos.

25.8.05

anonimo embrulhado pra presente

Eu já lhe falei uma vez que seria ótimo ter você a minha vista. Mas só de tê-lo pertinho, ao alcance do meu teclado, já me sinto privilegiada. A internet é mesmo mágica. Reúne pessoas num clique, pessoas tão lindas e queridas que o destino da vida ao vivo não se incumbe de fazer acontecer.

Mas eis que um torpedo virtual trouxe você pra cá, pra ficar falando coisas tão válidas, tão sinceras e tão carinhosas. Meu caro amigo, sinto-me total afagada por todas as suas citações, palavras que expressam e significam tanto pra mim.

Adoro você, muito, assim como adoro as palavras cantadas, as flores de maio, a grama molhada de chuva, o cheiro de café fazendo, as coisas boas da vida...

A sua amizade é um presente muito valoroso pra mim. E que seja pra sempre. E que possa ser cada vez mais de pertinho.

24.8.05

Momentos tao Surpreendentes ...

Sabe quando a gente fica meio bobo, dando risada lembrando das coisas, só querendo ficar naquele momento de tentar guardar todas aquelas cenas vividas há apenas algumas horas atrás? E aí a gente quer guardar aquele sorriso, aquele abraço que nunca vai se repetir como antes, aquele beijo que deixou aquele gostinho maravilhoso nos seus lábios?

Pois é... quando vivemos momentos intensos queremos revivê-los a todo instante. E queremos mantê-los vivos dentro da gente pra ver se aquela alegria contida não vai embora. A minha mãe adora falar em alegria contida... O fato é que as supresas foram muito boas. E o fato de ter-me surpreendido total, foi coisa de sonho. Parece que tenho essas coisas de sexto sentido... Há tantos meses algo aqui dentro soprando... fazendo eu sonhar... E, mais ainda, aquela coisa de escrever certo por linhas tortas e do destino dar uma guinada ... Tudo isso fez eu ficar mais calma em relação a uma coisa muito ruim que aconteceu comigo ontem. Minha atitude foi extremamente ao contrário do que todos preveram. Fiquei assim... não triste, mas confiante que dará certo, alguma hora vai rolar.

E tudo isso por causa desta lição que tive há pouco. Tão lindo, tão sincero... tão engraçado, tão tão... Ai!!! Que vontade de passar a tarde com suspiros e promessas de dias assim, surpreendentes e inesquecíveis.

22.8.05

Concentraçao zero

Não estou conseguindo trabalhar. Concentração zero. A Monografia? Xi... sei lá o que vai ser de mim.

Eu só sei que só consigo pensar em uma coisa. E as minhas caraminholas insanas insistem nisso a todo instante.

Vontades intensas

Eu não sei como falar disso. E nem sei se quero falar ou deixar tudo guardadinho só pra mim, espalhado por todas as minhas caraminholas. É isso. Que fique comigo!!!

18.8.05

Diva

Ontem lá estava eu no meu divã, conversando com a melhor pessoa do mundo: minha mãe. Estava desabafando esta sensação ruim que ficou em mim depois que soube que tem alguém neste mundo que me odeia. E não é nenhuma mina despeitada ou um ex-namorado coisa e tal. É um amigo. Pode?

Pois é... eu disse pra minha mãe que já cometi várias tolices, imaturidades, mesquinhesas de sentimentos. Mas estou em busca do meu melhor e com o tempo estou me corrigindo. Eu falei sobre as minhas reflexões nesses tempos difícieis de amor por qual passei neste último ano e posso assegurar que compreendo melhor as atitudes de outrora. Desabafei que não quero mais ficar levando tapa na cara, com palavras jogadas, provocações gratuitas. Isso cansa!!! Por isso preciso conduzir melhor as relações que eu estabeleço por aí.

Bem... a minha mãe é linda demais e disse que sou humana, que errar é natural, mas se este amigo aí, tão cheio de problemas profundos, não perdoa porque o rancor endureceu o coração dele.

Vale algumas reflexões mais profundas. A gente vive errando por aí, ainda mais na flor da idade. Mas o amadurecimento nos traz sentimento menos exagerados, mais relevância nas coisas que valem a pena e menos dor de cabeça para as pequenas que nada vai nos acrescentar.

Quanto ao menino provocador dos meus dias, ele se defende atacando. Vai ver que foi por causa das coisas que andei fazendo há alguns anos. O machucadinho ficou. Mas minha mãe disse que ele gosta de mim, apesar de ser assim, tão menino de escola que te provoca até você chorar. E quando isso acontece ele se arrepende e diz que quer ficar em paz com você. Aliás, a semana da paz veio dessas constante brigas sem fundamentos entre nós. Acho que somos nos dois, assim, neste fogo cruzado bom. É um quero-quero danado.

E, por último... bem... fiquei longamente apaixonada por um lindo ser que nunca teve um grande objetivo e nunca soube o que ele realmente quis. A pessoa mais inconstante e instável do planeta. Vide os empregos, a família, os amigos... e principalmente as atitudes. Que ele possa encontrar a felicidade nesta corrida desenfreada e sem caminho certo. É o máximo que eu posso desejar na altura do campeonato. Só não quero mais saber de nada. Já não me interessa, nem me satisfaz.

17.8.05

caraminholas

O fato é que minhas caraminholas andam produtivas 'por demais'. E eu não vejo a hora de chegar sábado pra cantar a noite toda.

16.8.05

Fico assim sem você

E quando fui dormir coloquei o CD da Adriana para ouvir... Gostei um pouco. Nem tanto assim. Mas esta música em especial achei demais.

Fico assim sem você

Avião sem asa
Fogueira sem brasa
Sou eu assim sem você
Futebol sem bola
Piu-piu sem Frajola
Sou eu assim sem você

Porque que é que tem que ser assim?
Se o meu desejo não tem fim
Eu te quero todo instante
Nem mil auto-falantes
Vão poder falar por mim

Amor sem beijinho
Buchecha sem Claudinho
Sou eu assim sem você
Circo sem palhaço
Namoro sem abraço
Sou eu assim sem você

Tô louca pra te ver chegar
Tô louca pra te ter nas mãos
Deitar no teu abraço
Retomar o pedaço
Que falta no meu coração

Eu não existo longe de você
E a solidão é o meu pior castigo
Eu conto as horas pra poder te ver
Mas o relógio tá de mal comigo
Por quê? Por quê?

Neném sem chupeta
Romeu sem Julieta
Sou eu assim sem você
Carro sem estrada
Queijo sem goiabada
Sou eu assim sem você

Porque que é que tem que ser assim?
Se o meu desejo não tem fim
Eu te quero a todo instante
Nem mil auto-falantes
Vão poder falar por mim

Eu não existo longe de você
E a solidão é o meu pior castigo
Eu conto as horas pra poder te ver
Mas o relógio tá de mal comigo (2x

Falante!

Ontem à noite foi como se estivesse embriagada e falei tantas coisas. Falei do que eu gosto, do que eu não gosto, do que eu penso, do que eu quero. Fico tão valente com as palavras ao meu alcance. Mas é assim mesmo que eu quero ser daqui pra frente: falante!

Histórias do Meu melhor amigo...

Quando o bicho AMOR morde a gente, ficamos totalmente envenenados e danamos a fazer besteiras... Sim!!! Coisas irracionais, atitudes mesquinhas ou generosas demais, tudo tende para o exagero, seja o drama ou a alegria.

Ontem eu relembrei de uma história de uma amizade adolescente que eu demorei muito para admitir que era amor. Na verdade, eu nunca admiti. Afinal, eu e as minhas caraminholas teimosas sabiam que se a amizade se transformasse em qualquer outra coisa, o pra sempre teria fim.

Mas eis que o Sr. Destino aprontou uma comigo. E como sou humana, de carne e osso e tinha apenas 20 aninhos, cai na arapuca, mordi a maçã e perdi meu melhor amigo pra sempre. PRA SEMPRE é tão forte... Mas foi pra sempre!

Não que eu tenha vivido um caso tórrido de amor com ele não. Entre nós, mal rolou um beijo cálido nos meus 15 anos. O caso é que eu adoecida por amor, um mal oculto dentro de mim, fiz muitas besteiras: fui uma amiga totalmente infiel, tomando partido de uma das muitas namoradas do rapaz.

Ciúmes? Total. Hoje sei que foi, sem dúvida nenhuma.

Agora eu sei porque tenho esta obsessão louca pelo filme "O Casamento do meu melhor amigo", mas que eu tenho decorada cada cena da Julia Roberts bancando a grande amiga apaixonada. E tem uma cena, em especial, que é quando a trilha sonora atinge seu ápice e que os dois estão dançando num barco e ele diz que os momentos passam, assim como a sombra, a luz, o vento, a chuva... É pra mim uma das cenas mais lindas do cinema. E porque tem muito a ver com esta história do meu melhor amigo. Quer dizer, ex-melhor amigo.

Sei que fui uma tola aos meus 20 anos. Aliás, com esta idade, fiz várias tolices. Vai ver que foi a ressaca da adolescência comportada que se extravasou assim... na troca de turnos das idades. Mas hoje eu reconheço que foi por amor, por um louco amor que devastava todos os meus sentimentos, um amor que é pra sempre, embora o amigo não seja mais.

Meu momento passou, sem dúvida. Mas os sentimentos, quando são sinceros e intensos resistem bravamente ao tempo. Por isso eu nunca mais tive um melhor amigo, pois esta vaga na minha vida é eternamente dele, embora seu rancor seja maior que todos os bons sentimentos desta vida.

Um dia, quem sabe, a gente volta a falar sobre este assunto ... Say I litle prayer for you.

13.8.05

Vontades

Vontade de lhe convidar pra almoçar e ter ser sorriso ao alcance do meu olhar. Quantas vontades nasceram de dentro de mim, desde que decorei o seu jeito de ser...E quando você vem pra cá de vez? Sonhos que não acabam mais, depois que devolveu minha alegria, que estava presa em outro lugar.

10.8.05

felicidadezinhas que vem vindo...

Hoje tenho muito motivos para estar bem feliz!!! E estou feliz. Apreensiva, mas confiante e com um sorriso estampado neste rostinho branco de Momô.

Pois é... parece que as coisas estão caminhando para o lado do bem, conforme o tempo passa. Aquele nuvem negra se dissipa e o Sol vem vindo, apontando aquelas novas perspectivas.

Estou feliz, muito feliz pela minha querida Alezinha, que conseguiu um emprego novinho em folha e está toda contente, contente, contente. Depois de 8 meses só reservando o suplemento de empregos de domingo pra ela, que venha a bonança.

E quanto a mim, várias coisas estão me trazendo felicidadezinhas... E se tudo der certo, dentro de alguns dias estarei mais feliz ainda. Torçam , torçam muito por mim. Como diz a grandiosa torcida fiel: "nossa corrente jamais será quebrada".

E, por último... tenho que confessar que estou começando a achar que ele está se aproximando mais e mais. Um sorriso aqui, outro ali... logo mais seus lábios estarão colados nos meus... e isso será tão bom.

Deixa eu postar uma letra que ouvi hoje no programa da Patrícia na hora do almoço, que eu adorei. Tudo bem que é do chato do Péricles, mas o que vale é a mensagem.

Medo de Amar

Péricles Cavalcanti

Você diz que eu te assusto
Você diz que eu te desvio
Também diz que eu sou um bruto
E me chama de vadio
Você diz que eu te desprezo
Que eu me comporto muito mal
Também diz que eu nunca rezo
Ainda me chama de animal
Você não tem medo de mim
Você não tem medo de mim
Você tem medo é do amor
Que você guarda para mim
Você não tem medo de mim
Você não tem medo de mim
Você tem medo é de você
Você tem medo é de querer…

Você diz que eu sou demente
Que eu não tenho salvação
Também diz que eu simplesmente
Sou carente de razão
Você diz que eu te envergonho
Também diz que eu sou cruel
Que no teatro do teu sonho
Para mim não tem papel

Você não tem medo de mim
Você não tem medo de mim
Você tem medo é do amor
Que você guarda para mim
Você não tem medo de mim
Você não tem medo de mim
Você tem medo é de você
Você tem medo é de querer
Me amar

9.8.05

Considerar, eis a chave!

Hoje de manhã estava pensando sobre como cada qual tem suas formas de lidar com problemas, de conduzir decisões, de manter as pessoas queridas pra sempre, como cada um tem um jeito especial de ser. Uns mais, outros menos. Em suas devidas proporções.

Pois é... tem coisas na vida da gente que precisamos fazer, mas nos falta coragem, excede o medo e nossas caraminholas dançam muito para chegar numa decisão que parace a melhor, mas às vezes é a pior. Um "não quero mais" machuca muito, mais que tomar injeção ou ter dor de dente.

Saber dizer sim também é complicado. Ser afoito, ter atitude ou deixar as coisas acontecerem... eis a questão. Ser sim, também dá trabalho, dá medo, dá emoção e faz a gente chorar quando percebemos que pode ser tudo ilusão das nossas caraminholas enlouquecidas por tantos sentimentos difusos.

Eu só sei que consideração é um sentimento chave. Sim considerar as pessoas queridas, independente do que acontece, é fundamental. Término de um relacionamento. E daí??? A consideração de haver uma conversa franca é essencial. Entenda-se que falar por telefone é só desconsiderar uma linda história.

Consideração é olhar nos olhos, é aceitar e respeitar os sentimentos de cada um, é dar abraços apertados e carinhosos, é ter amizade sincera, é ser você mesmo mas sempre com amor pelas coisas vividas.

8.8.05

The Cranberries

Eu gosto muito, mas muito desta música!!!

Stars
The stars are bright tonight
And I am walking nowhere
I guess I will be alright
Desire gets you nowhere
And you are always right
And my, you are so perfect
Take you as you are
I'll have you as you are
I'll take you as you are
I love you just the way you are
I'll have you just the way you are
I'll take you just the way you are
Does anyone love the way they are?
The stars are bright tonight
A distance is between us
And I will be okay
The worst I've ever seen us
Still I have my weaknesses
Still I have my strengths
And still I have my ugliness
But I…..
I love you just the way you are
I'll have you just the way you are
I'll take you just the way you are
Does anyone love the way they are? (x2)
Star, star...

Rapidinha do tempo

Queria ter lhe falado tantas e tantas coisas, mas o tempo passou e a intimidade já era. Senti medo, senti desejo, senti uma louca vontade de lhe abraçar e pedir pra você me beijar até onde seu fôlego suportasse. Naquela linda tarde de sol, eu quis você só pra mim, assim com essa barba rala, com esta fumaça entre nós, com seus desaforos, mas com sua ternura.

7.8.05

Crianças Esperanças

Meninas sem laços de fita
Numa tarde de sol na zona oeste
Onde as ruas tem nomes de fruta
Onde as casas têm um monte de filhos

Meninas alegres, carentes e amigas
Desejando o estrelato e a fama
Televisão, luz, câmera e ação
Do mundo prometido da ilusão

Meninas queridas de outrora
Larissa, Maiara, Carolina
Todos com seus sorrisos de crianças
Prontas para uma tarde de cultura

Olhares procurando
Descobrindo, sentindo
O novo, o diferente
De um mundo ainda desconhecido

São as meninas do Pêra Marmelo
Meninas que me mostraram o que é realmente belo
Como um simples carinho faz sentido
Neste mundo de economias de sorrisos



2.8.05

2005 e meio!!! Feliz tempo de primavera-verão!

No mundo-do-faz-de-conta de Momô, hoje é ano novo, o primeiro dia do recomeço do ano bom, do ano da felicidadezinha ensolarada, do amor sem sofrimento, das amizades fortalecidas, do choros de alegria, dos carinhos carinhosos, das coisas boas acontecendo...

Hoje é o início do ano bom, do final da monografia com êxito, dos novos amores, de madrinha-de-casamento, de Timão campeão, corpo malhado de academia, fim das espinhas fora de época, temporada de alegrias cotidianas bobas, mas com otimismo escancarado e abençoado.

Que venha o ano de sucesso de Momô, 2005 e meio tá começando. E todos os momentos amaldiçoados por quais vivi este último ano que passou já se foram, já se perderam no tempo, já se esvaíram da minha memória nadinha rancorosa.

Feliz ano novo, tempos de primavera-verão, de banana com chocolate, de beijo com abraços apertados, de shows com aplausos, de gols comemorados, de malhação com saúde, de amizade com carinho, de amor com honestidade, de pele branca corada do sol, de praia com água de côco, de trabalho com disciplina e prazer. Ano de coisas novas, boas e felizes.

30.7.05

Liberdade: é preciso saber usufruir

Um sabadão bem livre foi o que tive hoje. É estranho após um ano de aulas, shows no CEUs e cinco meses na rádio. Não sei mais como lidar com os sábados em casa e, por isso, estou me readaptando aos poucos.

Acordei tarde, li Estadão, chequei meus e-mails, lavei a louça todinha e resolvi malhar. A academia estava muito cheia neste belo dia de sol. A aula foi agitada, mas me fez bem. Depois fiz arroz, lavei minhas roupas, ouvi Primavera do Wisnik umas três vezes, tomei sol da janela do meu quarto, discuti com o meu pai, tirei a sombrancelha, dormi umas três horas...

É realmente estranho todo este tempo livre. E constatei que é difícil ser tão livre assim. A gente fica meio sem saber o que fazer. O meu irmão caçulinha é mestre do saber fazer nada. Ele curte isso, ao contrário de mim, que fico agitada, totalmente ansiosa pelas coisas que vão ou que podem acontecer.

E esta ansiedade que anda atrás de mim o tempo todo, brincando de esconde-esconde comigo há 24 anos, faz com que as minhas caraminholas produzam muitas histórias dentro de mim e diversos enredos possíveis para os próximos capítulos.

Amanhã não haverá mais tempo livre. Irei labutar em pleno domingo. Mas promete ser um dia cheio de fatos e fotos. E ainda bem. Pois sei lidar melhor com a agenda cheia, ao invés de páginas vazias e brancas do nada.

29.7.05

Exclusividades de uma história

Veio assim, de repente, e lancei sem pensar: exclusividades de uma história. Mas não é que esta expressão que ficou até pomposa tem seus fundamentos bem verdadeiros?

Toda história de amor tem suas exclusividades: uma música, um lugar, manias, fenômenos naturais (barriga quente de emoção, por exemplo), apelidos, fotografias, viagens, passeios, gostos, tempos... Enfim, é natural que quando se muda o amor também mude uma série de coisas. Até porque frenquentar aquela mesma pousada que você passou horas de amor com um, pode não ser uma boa idéia de passar com o outro. Aliás, isso é uma péssima idéia.

Tem um que gosta de praia, outro que gosta mais de sítio e aquele terceiro que prefere pegar cinema toda semana. E assim a gente vai escrevendo várias histórias de amor, cada uma com sua singularidade e umas com toques especiais, que nem o tempo consegue fazer cair no esquecimento.

Ontem tive uma experiência engraçada, momentos de relembranças... E coisas que realmente eu havia esquecido o porquê. Eu não lembrava de jeito nenhum que a minha barriga era quente de emoção. Fiz até um teste ontem mesmo e constatei: ela esfriou com o tempo. Ficou morna e sem graça.

Aí dá uma saudade tão grande daquela felicidadezinha recém-descoberta, ingênua, meio boba que não dava conta da grandiosidade dos sentimentos sinceros. Sabe? A imaturidade das emoções...

E aí o tempo passa, como uma onda no mar, e a vida vai tomando seu prumo, são escritas novas histórias, registram-se novos sorrisos, outras lágrimas e nascem novos amores.

Eu tô nessa de caminhar pra frente, sentir o vento bater na cara e percorrer mais estrada com a minha bicicletinha poderosa. Mas a barriga quente mexeu comigo ontem. Virou coisa eterna. Coisas das exclusividades de uma história.

21.7.05

Valores...

O que tem valor pra você? Quais são os seus valores? Já parou pra pensar nisso? O que pode ser um valor pra mim, não necessariamente é um valor para você. E nessas horas o melhor a fazer é sempre manter o respeito, por mais que você tenha vontade de perder a cabeça.

Por exemplo: religião X música.

Outro dia li uma matéria no Estadão sobre uma orquestra formada por judeus e palestinos, criada pelo maestro argentino Daniel Barenboim há quase dez anos que ultrapassa as barreiras do preconceito. "Música pela igualdade", diz o maestro. Você imagina situação desses integrantes? "(...) Muitos pensam como tocar ao lado de alguém que pode ter parentesco com um suicida, um homem-bomba, cujo objetivo é matar e destruir meu povo? Mas quem vê esta orquestra tocando, ou quem trabalha nela, se transforma, passa a experimentar um entendimento mais completo e complexo dessa realidade." Ou seja, o valor musical pra eles está acima do religioso.

Já para um jovem pai brasileiro que ligou no estúdio dias atrás, querendo trocar o CD Pé com pé que havia comprado para os seus filhos por outro, pois alegou que havia muitos batuques, ritmos afros, que não era aconselhado pra audição deles, já que o som se assemelhava ao candomblé e a família era evangélica. Isso mesmo! O valor religião pra ele estava acima da música. E não teve diálogo que fizesse o mudar de idéia. Resultado: trocamos o CD.

Tenho uma amiga muito querida que estava escrevendo uma matéria sobre valores e acho que foi por causa dela que comecei a pensar em tudo isso. Minhas caraminholas se agitam com essas abordagens filosóficas. Mas o caso é que a Jú estava escrevendo para educadores sobre valores. Como passar isso para os pequenos? E que valores são esses? Missão complicada a dela, né? Abstrata que só... Porém tenho certeza que ela fará um belo trabalho.

Vivo em batalhas com os meus irmãos por causa dos tais "valores". E a gente se respeita muito, apesar das brincadeiras. O que lá mais se difere por causa dos valores é meu pai... Tem cada valor aquele lá. Vive pensando no futuro, comer banana, comer laranja... carro velho, economia, fazer ginástica, tomar sol do meio-dia, bis branco todo domingo, fritura, discovey channel (argh!!!!).

Mas enfim... apesar das batalhas cotidianas, a gente vai descobrindo a harmonia através do respeito.

20.7.05

Caros Amigos

Esta revista que eu gosto muito expressa bem o valor dos amigos: são caros, no sentido mais precioso da palavra e também na conotação mais querida possível.

Hoje é dia do amigo. Um dia que não é considerado atrativo ao mercado como o dos namorados, mas é uma data para refletir sobre essas pessoinhas tão importantes e fundamentais na nossa história. Muito mais que um amor que chega fulminante e vai embora de repente. Os amigos são pra sempre na vida da gente.

Apesar do meu orkut dizer que tenho cento e tralálá amizades, sinto que AMIGOS em "caixa alta" tenho muito menos que a metade. E são aqueles que nos acompanham nos mínimos detalhes, em momentos cruciais, em instantes alterados, no mundo virtual, apesar da distância, do tempo, dos namorados (as)... São pra sempre amigos.

E pra falar deles nada melhor que lembrar aquela música linda do Milton, mineiro sábio das palavras, que diz que a gente tem que guardar do lado esquerdo do peito, a sete chaves, debaixo do travesseiro (invenção minha). Tem melhor lugar de que debaixo do travesseiro para sonhar com eles, como anjos que nos guardam dos pesadelos terríveis do cotidiano?

Salve, meu amigos queridos! A todos vocês, um abraço bem apertado com bastante carinho.

19.7.05

sonhando ainda...

Eu estava tentando descobrir o porquê... Mas acabei descobrindo quando. E sabe quando foi?

Foi quando eu te vi pela última vez, meus olhos encontraram os seus e quiseram ficar por ali. Sabia que não dá para esquecer seu olhar? Pois é... Que olhar lindo que você tem. Olha profundamente na gente, com aquela subjetividade no ar. E quando você sorri transforma-se naquele menino moleque, lindo, de fazer a gente rir junto. Seus olhos se encolhem, engraçado né? Assim como os meus.

E é sonhando que a gente chega lá. Te espero na chegada, na saída, na hora do gol... espero você sempre desde então.

sonho bom

Eu não quero nem saber. Nem brigamos, nem recomeçamos nada de nada. Só ficou este envio desvairado de palavras e este silêncio pra apagar meus desejos. Mas saiba que não deu certo. As coisas que vão aqui dentro de mim estão fortes e dando muito trabalho para as minhas caraminholas.

Hoje eu sonhei com você. Sonhei tão gostoso. Você me abraçava de uma forma tão apaixonante. Seus olhos percorriam meu corpo numa vontade louca de se acabar em beijos. Não queria acordar. Queria ficar ali com você nos meus braços e eu em você.

Será que alguém pode me explicar o que anda acontecendo comigo? Você podia me ajudar a descobrir.

19.6.05

Felicidade dos meus 20 anos...

Ontem eu achei umas fotos que mexeram muito comigo!!! Sabe quando você as deixa ali queitinha naquela gaveta e, de repente, através de sorrisos e abraços de uma imagem, toda uma história salta na sua frente e revive momentos inesquecíveis, felizes e saudosos.

Puxa... fiquei o resto da noite pensando sobre aquela minha felicidade dos meus vinte anos. Aquelas pessoas com as quais eu convivia, trocava carinhos e era feliz, apesar das espinhas.

Aí eu lembrei desta canção do Ultraje a Rigor... Espero mesmo que voltemos a nos ver e rir muito.

Me dá um olá
Me manda um oi
Onde 'cê está?
Onde é que foi?

Que eu estou no ar
Sem saber
Como 'cê está
Cadê você?

'Cê não podia
ter sumido assim
'cê está sabe onde eu estou
liga pra mim

quem sabe um dia desses
sua auto-estima baixa
nossas agendas batem
e a gente se encaixa

17.6.05

Alguma coisa acontece...

Transição, mudanças, novos caminhos... Até que enfim!!!

Após passar meses me preparando pra alguma coisa, sentindo que o tempo de mudanças se aproximava mais e mais, eis que surgem as novas idéias e as oportunidades. Sinto um pouco de medo, mas sinto-me totalmente feliz com essa luz que quer me iluminar agora, saber o que eu tenho pra dizer, pra mostrar, pra construir.

Bem... A partir de segunda minha vida muito. Ainda não sei bem como, mas ela estará diferente. E esta terapia blogueira irá ajudar a organizar meus pensamentos, como diz sempre Bakthin, que a linguagem verbal tem este poder incrível de compreensão das idéias.

Queria fazer muitas coisas, falar com muitas pessoas, mas uma coisa de cada vez.

15.6.05

Homenagens

Em homenagem a mim, à minha queridíssima prima e amiga Carol(ina) e para o meu amigo ensismesmado "moço".

Onde ir

Eu não sei o que vi aqui
Eu não sei prá onde ir
Eu não sei o que vi aqui
Eu não sei prá onde ir
Eu não sei por que moro ali
Eu não sei por que estou

Eu não sei por onde a gente vai
Andando pelo mundo
Eu não sei prá onde o mundo vai
Nesse breu vou sem rumo

Só sei que o mundo vai de lá pra cá
Andando por ali
Por acolá
Querendo ver o sol que não chega
Querendo ter alguém que não vem (não vem)

Cada um sabe dos gostos que tem
Suas escolhas, suas curas
Seus jardins
De que adianta a espera de alguém?
O mundo todo reside
Dentre, em mim

Cada um pode com a força que tem
Na leveza e na doçura
De ser feliz.


Vanessa da Mata

Mas interpretada maravilhosamente pela Mônica Salmaso.

11.6.05

Luísa

Hoje a minha mãe acordou às 6h30 e me encontrou debruçada sobre o computador terminando um trabalhinho que preciso entregar daqui a pouco, na aula. Aí lembrei da minha pequena e dei-lhe a nótícia:

- Mãe, temos Luiza, na versão da Simone.

Aí ela não se demorou e colocou para tocar duas vezes no meu som e nos deliciamos com a poesia. Ficamos extasiadas com a história dos sete mil amores.

A Luísa já existe desde os meus 18 anos... Tudo por causa desta canção, magnífica do Tom. A primeira vez que ouvi fiquei assim... sem palavras. Só com uma emoção estampada nos meus olhos e no meu peito. Senti uma coisinha me avisando de alguma coisa.

O tempo foi passando e eu percebi que era ela, minha pequena. Saudades de você!!! Te quero tanto e tanto!!! E um dia, querida, você vai vir pra junto de mim e da Fá. E você será a nossa continuação melhoradinha.

Meu anjinho... olha a grandiosidade desta canção. Sim, ela é mágica, assim como serão seu olhos e seu sorriso de estrela.


Luiza

Tom Jobim


Rua,
Espada nua
Boia no céu imensa e amarela
Tão redonda a lua
Como flutua
Vem navegando o azul do firmamento
E no silêncio lento
Um trovador, cheio de estrelas
Escuta agora a canção que eu fiz
Pra te esquecer Luiza
Eu sou apenas um pobre amador
Apaixonado
Um aprendiz do teu amor
Acorda amor
Que eu sei que embaixo desta neve mora um coração

Vem cá, Luiza
Me dá tua mão
O teu desejo é sempre o meu desejo
Vem, me exorciza
Dá-me tua boca
E a rosa louca
Vem me dar um beijo
E um raio de sol
Nos teus cabelos
Como um brilhante que partindo a luz
Explode em sete cores
Revelando então os sete mil amores
Que eu guardei somente pra te dar Luiza
Luiza
Luiza

10.6.05

Pra você

Sei que você não anda entendendo nada esta minha súbita vontade de resgate dos amigos, das pessoas queridas, que me fizeram rir ao longo dos meus vinte e pouco anos. Mas não precisa entender, basta deixar eu entrar.

Eu coleciono momentos bem especiais no meu álbum memória. E ainda preciso de muitas outras figurinhas para este presente que pede para eu viver como nunca. Por isso corro, cresço, danço, faço o que eu quero.

Preciso agradecer aos meus amigos mais íntimos. E tento fazer isso sutilmente, na amizade, com um imenso carinho...

É cedo ainda. Vem pra cá, aconchegue-se para a próxima sessão que está por começar. Vai ser bem mais divertido. Vamos ser felizes e zoar pra caramba.

Tropeços...

E o tempo vai passando e eu tropeçando, mas continuo caminhando... O outono leva a tristeza embora junto com as folhas secas. E novas histórias são escritas, recheadas por um enredo ainda desconhecido. Velhos personagens entram em cena, novos e atuais... Uma micelânia no mundo do "faz-de-conta-da-vida".

9.6.05

caraminholas bêbadas

Ando pensando muito em ficar adolescente com a vida. Párar de pensar em monografias, projetos e mudar de emprego. Quero mais e cuidar dos cabelos e das unhas, sonhar com os meninos interessantes, sair pra balada dia de semana e até voltar a falar gírias da modinha.

Quero ir pra festa do farol, à fantasia, da tequila. Quero frequentar a escola de bateria das Gaviões aos sábados e continuar fazendo muita ginástica na academia. Quero ler livros desencanados, de histórias de amor e esconder os livros de ciências sociais e da comunicação.

Quero ligar pra aquela minha amiga antiga e contar todas as fofocas corriqueiras, jogar truco, beber cerveja no bar. Quero ser displiciente, distraída e sem maiores encucações. Quero viajar, ser protagonistas de histórias alegres, ter aquela turma grande de amigos pra dar muita risada.

Sim, essas minhas caraminholas andam me tirando da seriedade normal. Estão embebidas de alguma coisa que ainda não-sei-o-que-é. Só sei que elas estão afim de mudanças. Drásticas mudanças de ser que sou.

6.6.05

Olhos que riem

Como é bom presenciar como a arte muda as pessoas, não? É um calor diferente que aquece as idéias, um sorriso a mais, um novo olhar diante às coisas mais banais, uma satisfação não-sei-de-onde, enfim... um resultado fantástico!!!

Neste final de semana estava como "olheira" num show M-A-R-A-V-I-L-H-O-S-O que aconteceu no Directv Music Hall. Tudo bem... estava trabalhando, recebendo os convidados, os jornalistas que lá estiveram. Mas na hora que só as luzes do palco sobrevivem e os primeiros acordes e batuques começam a ser ouvidos, fiquei de olho nos olhos daquelas tantas pessoas ali presentes, muitos que vieram de longe, só para desfrutar da boa música aliada a um grande espetáculo musical: o show da Palavra Cantada.

Estou na Palavra há quase dois anos e já presenciei muitos shows deles. Claro que as emoções são diferentes a cada show. Principalmente quando falamos dos muitos shows que realizamos na periferia paulistana durante a excursão nos CEUs. Mas tanto lá em Guainazes, como em Moema, tanto sendo gratuito, como sendo R$50,00 o ingresso, as pessoas saem felizes, com um sonzinho novo no ouvido, novas perspectivas, novas sensações que são boas e fazem bem à saúde do espírito.

É por essas e outras que eu estou também mais feliz. E me sinto uma privelegiada por conviver com a arte tão de pertinho, assim como num caso íntimo. Se eu fosse criança outra vez, diria que gostaria de ser ministra da Cultura para levar a arte a todos os cantinhos mais recônditos deste país. Levar aos moradores da periferia das grande cidades como aconteceu durante os anos de 2003/2004 aqui em São Paulo.

E fico aqui só me recordando dos sorrisos e olhares de sonhos que eu já presenciei nos 21 bairros mais esquecidos desta cidade: de Inácio Monteiro a Grajaú, de São Mateus a Cidade Ademar, do Jaraguá ao Itaim Paulista. São milhares de crianças, jovens, adultos e velhos que nem sabem o que é um cinema ou um teatro. Mas quando sentam nas poltronas da platéia e esperam naquela expectativa crescente diante das cortinas vermelhas, só querem viver a vida com o que ela tem de melhor e mais bonito. Querem sonhar com novas possibilidades, através da mágica da arte, ao som da música que leva a viajar nos lugares mais distantes e provoca aquele coisa inexplicável: a emoção.

2.6.05

Acerca das relaçoes virtuais...

Acerca das relações virtuais tenho muito o que escrever... A distância está a apenas um clique, um post, um comment, um scrap ou um e-mail. O charme se dá pela palavra escrita, pela criatividade solta na composição de frases. Dá para saber quem tem intimidade com as palavras e quem não tem. Um "deslise", ops!, deslize é percebido fácil, fácil.

Resolvi falar sobre isso quando há umas semanas atrás recebi um e-mail de um vizinho meu pedindo para ser meu amigo. Curioso, não? Somos vizinhos de casas bem próximas, mas no entanto é no mundo virtual é que ele sentiu a possibilidade de dialogar comigo, já que no mundo real, não passo de uma traseunte com cara "de séria" e que não olha para os lados.

Eu me dou bem com o mundo virtual. Adoro escrever e-mails, blogar, manter aquela amizade por scraps. Já namorei por ICQ, por messenger e já fiz muitas amizades por este mundo do WWW. Acho até que sou mais simpática virtualmente falando, do que pessoalmente. Mas sinto uma preocupação em fazer esta constatação. Porque não há nada mais prazeroso que olhar olho no olho, dar aquele abraço carinhoso, pegar nas mãos de quem a gente gosta. Eu adoro mãos. E por mais que pessoalmente sejamos tímidos, que as palavras não saltem assim pela boca, como acontece por aqui, que gaguejemos, o interessante é a coisa viva, materializada diante de nós.

Enfim... Que as relações pessoais nunca se esgotem. Que elas vivam mais que mil cliques. Que as pessoas se gostem mais pessoalmente do que por esses olhos de vidros que nos acompanha cotidianamente. E quando vir meu vizinho de novo, vou tomar coragem e lhe dar a resposta de amizade pessoalmente.

- A propósito, aceita entrar e tomar aquele velho cafézinho?

28.5.05

Márcia, a mãe de Manu.

O nome dela é Márcia. Tem uma filhota fofa que se chama Manuela. Ela nunca pensou em ter filhos logo, mas aconteceu. E hoje a Manu é a sua maior preciosidade. A Má é uma das pessoas mais meigas e espontâneas que conheci nesses últimos tempos. Determinada, guerreira que só. E uma amiga! Grande amiga!

A Má gosta de bagunça, de papo e de colo. Adora apertar a barriga do irmão querido e colocar a língua entre os dentes. A Má é singular, é linda e carismática.

E eu fico tentando lembrar a primeira vez que vi a Má e acho que foi na casa do pai dela. Ela tem o cabelo parecido com o meu e até nos confundiram. Ela deu uma risada logo de cara e já nos gostamos. Simpatia à primeira vista.

Participei de um momento único da Márcia e foi quando a Manú nasceu. Eu vi a Manú fofureca no berçário e vislumbrei um pouquinho da menina moleca que ela vai se tornar.

rcia, e da Manu, que ama o Marcelo, maravilha, maluca, maninha, os amigas que massageiam a alma.

Amar a é mamão com açúcar, margarida, maracujá. Há várias maneiras de olhar esse mar de coisas boas. Mas sempre com magnificência.


Em homenagem à Márcia, a eterna menina moleca, mãe de Manu.

Diploma dos sonhos...

Nessa última quarta-feira fui buscar meu diploma. Até que enfim!!! Depois de longos 2 anos e alguns meses lá estava ele, todo pomposo, com uns detalhes dourados e me concedendo o título em bacharel em comunicação social, especialização em jornalismo.

Queria mesmo que ele viesse com o seguinte título: "Educomunicadora: em favor da cidadania e da educação Paulo Freiriana".

Tudo bem... eu sei que isso são sonhos demasiados das minhas caraminholas. Mas o que importa mesmo é que eu sou o que quero ser. E eu, Mônica, sou discípula do Prof. Ismar, sou uma aprendiz da educomunicação.

26.5.05

Castigo

Estou de castigo, mergulhada em livros, teorias diversas, autores e linguagens da ciências sociais... Preciso entregar um trabalho na segunda-feira, intitulado "7 laudas". Mais parece um monstro, mas trata-se de um simples trabalho que decide todo o meu futuro acadêmico nos próximos seis meses. Preciso me concentrar...

E lá fora a imagem é um belo sol estampado nas paredes das casas, que aquece o coração dos apaixonados, o sorriso dos velhos e aumenta a alegria dos pequenos.

25.5.05

A garoa engordou...

E a garoa se empolgou, engordou e se transformou em dilúvio. Sob a chuva as pessoas vão andando, correndo e se salvando. É um corre-corre, uma pressa, um stress, todas enlouquecidas. Ninguém sai, ninguém vai... todos engarrafados, encalacrados ou nos ônibus lotados.

Bafo quente, janelas fechadas, xingamentos, sussuros ao pai do céu, conversas sobre o tempo... Da janela embaçada só se vêem as poças d' água enfeitando as ruas e avenidas. E na passarela de pedestre, um desfile de guardas-chuvas, dos mais exóticos aos mais básicos. Tem tudo, de todas as cores e tamanhos.

São Paulo desvairada... expulsando seus habitantes das suas terras já cansadas. E a população também se cansa, mas há muito não tem poder de ficar sem ela.

E vem mais chuva por aí para brincar com os mau-humorados. Vem para levar um monte de gente, quebrar pontes e ir contra a corrente. Para alagar as ruas, virar notícia de rádio e ser capa de jornal. Vem mais chuva para os desesperados, para os trôpegos e para os desajustados.

E aproveitemos esta paralisia geral para refletirmos. O que vale a pena nesta vida de almas pequenas?

Beijo!!!

23.5.05

Vaga-lume chamado Bia

Com a Bia foi assim... me apaixonei por suas trancinhas e seu jeito de falar as coisas da vida. Tinha oito anos apenas... Uma menina esperta, moleca e levada da breca. Que já sabia lutar pelas coisas melhorarem. Que o otimismo sempre foi seu melhor segredo. E o tempo foi passando e a nossa amizade crescendo. A Biazinha querida, filha única de Marta, é como se fosse minha irmã mais nova, aquela que nunca tive.

A Bia hoje está prestes a completar 13 anos. Uma mocinha que não é mais BV, como ela mesma me diz. Que adorar falar, rir, escrever, dançar e ter amigos. Ela ilumina o caminho daqueles que não acreditam. Pois até as coisas inacreditáveis ela conseguiu. Durante um mês revolucionou o cotidiano da ala infantil da Santa Casa. Era o leito mais visitado, aquela que reunia ofertas de esperanças.

A Biazinha é o meu vaga-lume. Vai espalhando sua luz por onde passa, com seu sorriso lindo e sua vontade imensa de brincar com as coisas. E que a vida é bem mais simples e gostosa de ser vivida.

20.5.05

Moniquinha... do meu coração!

Coisas da vida

Quando a lua apareceu ninguém sonhava mais do que eu
Já era tarde, mas a noite é uma criança distraída
Depois que eu envelhecer ninguém precisa mais me dizer
Como é estranho ser humano nessas horas de partida
É o fim da picada, depois da estrada começa uma grande avenida
No fim da avenida, existe uma chance, uma sorte, uma nova saída
Qual é a moral, qual vai ser o final dessa história
Eu não tenho nada prá dizer, por isso digo
Que eu não tenho nada prá perder, por isso jogo
Eu não tenho hora prá morrer, por isso sonho

São coisas da vida, ah ah ah


Rita Lee

19.5.05

nao sei o que houve com estas caraminholas malucas

Para refletir, sorrir e pensar

Estava vindo para o meu trabalho pela manhã, quando deparei-me com os seguintes dizeres colados numa motocicleta, na Rua Lisboa.

" Eu adoro as Rosas, mas prefiro as Trepadeiras".

No ônibus, também na vinda para a labuta, um jovem "cuidador" de modelos:

"Me dá esse bombom aqui. Hoje só salada".

E para encerrar, Proust, nas suas sábias palavras:

"Uma verdadeira viagem de descobrimento não é encontrar novas terras, mas ter um olhar novo".

18.5.05

Triste notícia...

Foi assim. Do nada. Há alguns dias descobriu-se que tinha câncer e hoje morreu. Sim! Aquela minha tia querida do Tatuapé. É... Aquela que você conheceu, na festa da família do meu pai. Comemos pizza e bebemos cerveja. Você lembra? Tiramos até fotografia... Depois quando fomos embora o seu carro estava fumando maconha no estacionamento. Você lembra disso tudo? Dá até vontade de dar risada neste momento tênue.

E quando a morte leva uma pessoa da família da gente, assim bem de pertinho, dá um medo, um frio... E deu uma saudade apertada de você. Uma saudade insana.

Se eu morrer... sem antes falar com você, saiba que morri com o amor grudado no meu peito. Um amor frustrado, mas amor. E só nós dois sabemos o porquê. Hum, saudades!

Minha mãe está arrasada, mas firme. Nas horas cruciais sou como ela, a gente não chora. Ficamos assim... tristes, mas secas, como as uvas passas. A gente só chora com essas bobeiras do amor. Há quem diga que são bobeiras.

Esta minha tia era tão ótima. Um humor... Fazia uma sardela inesquecível. Queria me aconselhar, depois que disse que tinha vontade de pôr silicone. Ela tirou os dela. Tinha grande demais. Tava toda feliz no seu último aniversário, em janeiro.

Pois então... imagine meus primos!!! Se fosse a minha mãe, estaria morta junto. Sou uma extensão dela. Uma não funciona sem a outra. Minha mãe não pode morrer sem antes fazer todas as vontade da Luísa. A minha mãe é tão linda, tão doce. Eu amo tanto a minha mãe.

Ai! Pois é, ela morreu, a minha tia. E agora as minhas caraminholas só ficam relembrando dela assim... sem párar. E também de você. Não sei o que uma coisa tem a ver com a outra.

Mas enfim... preciso ir pro cemitério. Vou eu e meu pai. Meus irmãos você conhece... São assim como você, não ligam para os parentes. Mas eu vou e sei que vou continuar sentindo saudades. Suas e da minha tia.

17.5.05

onde eu moro

Moro num lugar feliz, onde a pracinha principal se chama Elis.
Onde as ruas são largas e arborizadas
Os ônibus são, na maioria, cor de laranja
Mas há também os pintados de azul, que sacodem o asfalto da minha rua.

Da minha janela dá pra ouvir o som dos bichos
O som da meninada no recreio
O som do estádio quando cheio
O som do carro da pamonha, da Casas Bahia e da cândida.

Tem pizzaria, barbearia e marcenaria
Mas a padaria ...
Prefiro o mercadinho do Seu José
Onde tem doce, sorvete e bicho de pé

Lá perto da minha casa vivem elas
As sorrateiras, malvadas e venenosas
Estão lá tomando sol no jardim
Em cima de qualquer monte de cupim

Eu adoro a Vila!
Embora ela não seja a "gordinho",
É bem simpática
Tem muitos corinthianos por lá.

Tem pagode, tem ubanda, tem batuque
Tem buzina, bicicleta e escadão
Quando tem jogo, a Vila pára
E só se ouve o grito de gol

Bairro de estudantes, de músicos, de gente boa
Que tem como carma a Rebouças
Como parque, a cidade universitária
E como balada, a Raposo.

15.5.05

Minas, minha querida.

Quando eu morei em Minas, foi como se tivesse saltado do meu destino e vivesse uma outra história paralela ao tempo. Foram seis anos de muitas aventuras por aquelas bandas de lá. Pausa no trabalho incessante, no trânsito, na violência cotidiana, na capital do consumo desenfreado.

Como a Sofia, de Jostein Gaarden, eu era uma personagem de uma história das histórias.

Em Minas pude falar com o "r" ao final das palavras, ser apaixonada pela sibipiruna da calçada e caidinha pelo ipê amarelo do jardim da frente. Eu tinha três cachorros que lambiam minhas lágrimas quando estava triste e podia escolher a rede melhor pra assitir ao espetáculo do meu amigo Sol, no seu poente. Tive muitos amigos queridos. Aprendi a fazer bolo de morango e a desgustar a melhor esfirra do mundo, da tia Russa.

Aprendi a dirigir e a não ter medo das ladeiras; descobri a minha paixão secreta pelos andantes, estudos de Fernando Sor e minuetos de Bá nas partituras para o meu velho violão; me enamorei das chuvas de verão que caíam no meio da tarde sem avisar.

Minas, minha querida e saudosa terra. Hei de um dia viver entre suas belas e ternas montanhas, misteriosas e que me faz tão bem. Nasci em São Paulo, mas tenho um quêzinho mineiro, do sul, herança dos meus pais e avós. Terrinha da mentira, das prosas Rosas, das músicas de Milton, das poesias tão de Carlos.

gostinho de quero mais

Queria saber tanto que gosto que tem... Mas ele não deu muita bola pro meu convite. Encarou como mais uma cerveja no bar. Uma pena!!!

Chocolate ao leite

E entre as indas e vindas da TPM, meu domingo teve um gosto amargo. Depois de dormir uma tarde inteira, levantei, tomei um belo de um banho e resolvi comer chocolate ao leite para adocicar esta alma que aqui habita. Funcionou! Estou de bem comigo mesma de novo.

Vitória

O Timão ganhou hoje. Aqui em casa está uma felicidade solta no ar. Mietto, acho que foi em comemoração ao seu niver, viu?

E eu que estava querendo tanto ir num jogo para exorcizar todos os males, o caso de invasão será julgado esta semana e é bem provável que o Corinthians tenha que jogar de portões fechados. Hupmf!!! Assim sou obrigada a estudar, estudar e a estudar.

Casa de Areia

O filme "Casa de Areia", ao qual eu assisti ontem, implicou comigo. E muito! Perseguir um objetivo ou deixar estar... ao sabor do vento?

O filme com as Fernandas, mãe e filha, é pertubador. Aquele mar de areia infinito, o sol que não se acaba, a ausência de música deixa-nos com a boca seca. Genial mesmo é o Seu Jorge tranformar-se em Luiz Melodia e o encontro das Montenegros no final do filme falando que o homem pisou na Lua e lá encontraram mais "areia". Muito bom!!!

Mas o que eu fiquei matutando é por que chega um momento que a gente se conforma, deixa estar, fica assim então, nossos sonhos não morrem, mas adormecem, acostumamos simplesmente? Triste? Não sei não. Parece que a vida sem ânsia de mudar perde um pouco sua graça, mas a acomodação traz paz. Uma paz nunca alcançada pelo ser que vive buscando incessantemente.

Eu tenho meus momentos de viver no cantinho, meio escondida, entre meus livros e os chás, entre as montanhas mineiras, perdida entre um parágrafo e outro. E acho que o que eu busco é exatamente isso: aquela felicidadezinha morna de ver meu rancho, meus amigos, filhos e netos lutando contra as ondas doidas da vida. Assim como o Seu Guimarães. Assim também como a Lya descreve sua terceira idade.

Mas estou na fase totalmente oposta, a das lutas, a dos sonhos... E mesmo com este vigor da juventude já não sonho mais: retratos em preto e branco, folhas nuas, riso sem graça, emoções congeladas.

Volto a ser aquela criança velha que morou em mim por tanto tempo.

13.5.05

Pérolas Marthianas

quanto mais escrava
mais escrevo
pra libertar essa mulher da vida
que me habita

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não tente chegar na hora marcada
ele pode vir antes, ou chegar depois
o amor deixa sempre esperando

Martha Medeiros

Sapatilha + chuteira = coisa boa

Li esses dias no Estadão, dito por um jovem bailarino do projeto Joaninha (do Ballet Stagium), a seguinte declaração:

"... a sexualidade não está em uma sapatilha ou em uma chuteira".

Eu fiquei encantada por esta declaração. Achei-a tão madura e verdadeira... Mas, infelizmente, esta coisa do preconceito ainda muito presente na nossa sociedade formula estereótipos sociais e julgam aqueles que não estão enquadrados.

Lembro-me que na minha infância entre virar estrelas com pernas tortas e chutar as canelas dos meninos, ficava sempre com a segunda opção. Adorava futebol. Joguei no ginásio, no colegial e até na faculdade tínhamos um time, as Roberbelas. Tudo bem que perdíamos quase todas as partidas, mas era tão legal calçar as chuteiras e jogar, jogar e jogar...

Não sei se é porque tenho 3 irmãos, entre minhas bonecas havia também uma arma de espoleta, uma fantasia da mulher maravilha, e a Barbie que convivia muito de perto com os bonequinhos do comandos em ação. Também por sermos quatro, sempre era escalada pra brincar de gol a gol nos quintais por quais já passamos. E quando ia para o colégio, no alto dos meus onze anos, discutia tanto sobre os enredos das novelas como dos resultados do campeonato paulista.

Nunca gostei de Hello Kity, cor-de-rosa, brincos, batom, perfume, ursinhos de pelúcia, sandália ou sapatos. Gosto de rabo de cavalo, amarelo e vermelho, caneta 10 cores, meia e tênis, livros, jogo de buraco, chá, blusa amarrada na cintura.

Observando a meninada de hoje, acho que tem muito mais meninas molecas que antes. E também meninos mais sensíveis, que gostam de fazer ballet. Isso é bom. Muito bom. Mas é preciso despirmos de todos esses pré-julgamentos que vem colado na gente, junto com as palavras de nossos pais. Párar de denominar azul para meninos e rosa para as meninas. E vivam todas as cores, a infinidade de gostos, esportes e sentidos. Afinal o que importa mesmo nisso tudo é amar e ser feliz. E essas coisas não tem cor, raça, nem religião. Basta sentir.

12.5.05

Now We Are Free

Ontem elegi a canção da minha retomada: Now We Are Free, da trilha sonora do filme "Gladiador". Estava fazendo minha aula de combat e o professor colocou esta música no momento do alongamento final. Fiquei em transe olhando as árvores lá fora, aquele sol lindo de outono, enquanto tentava esticar uma perna e outra.

Eu sou fascinada pro trilhas sonoras. Tenho uma coleção delas aqui em casa. Principalmente as instrumentais... São sempre as mais lindas. E esta música apesar de ser cantada também, transmite uma energia de poder, de recomeço, de que somos o que queremos ser e o que lutamos pra ser.

Quando os momentos da gente ganham uma trilha musical, parece que tudo fica mais fácil de absorver e sentir. Editamos aqui dentro mesmo e guardamos do jeito que nos convém. E rumo a mais cenas, delírios e histórias pra viver e pra contar depois.

9.5.05

Saudades de sentir saudades...

Passei meses esperando, chorando de saudades, construindo e compartilhando planos, fazendo preces ao tempo para que ele passasse rápido como um cometa. Amava as noites, pois eram os momentos dos sonhos, quando nos encontrávamos a sós, às escondidas da distância física que nos separava. Amava tanto aquela barba, aquele sorriso, a barba...

Corro, corro, corro e não olho para trás, mas para os lados. Quero identificar quem está comigo e fazer delas minhas preciosas companhias. Quero esquecer, engulo seco, engulo o choro, abafo os desejos, apago tudo dentro de mim. Tenho raiva, ora amor, sorriso ardido em febre.

Tenho saudades de sentir apenas saudades.

8.5.05

Flerte na livraria

Esta poesia me ganhou na livraria. Não deu outra. Dei de presente pra minha linda. Ela adorou! E eu, de quebra, também.

Com as perdas, só há um jeito:
perdê-las.
Com os ganhos,
o proveito é saborear cada um
como uma fruta boa da estação.

A vida, como um pensamento,
corre à frente dos relógios.
O ritmo das águas indica o roteiro
e me oferece um papel:
abrir o coração como uma vela
ao vento, ou pagar sempre a conta
já vencida.


Lya Luft

Mamães de folga!

Hoje é dia das mães, mas no cinema vi uns três pais com suas filhinhas, sem o acompanhamento das mães. Curioso. Será que a nova moda é deixá-las de folga como mãe para comemorar ...

7.5.05

sonho de infância

Há quase um ano estou realizando um sonho de infância: ir para a escola a pé.

Bem... o caso é que a minha vida toda nunca estudei perto de casa. Sempre precisei de uma condução. Mesmo quando mudei para PA city, em Minas, que é pequenina, precisava atravessar o aterrado de busão ou de carro.

Mas enfim... com a esperança nunca morreu, fiz que fiz, inventei e acabei conseguindo.

Hoje tive aula e o dia estava lindoooooo, com um sol exuberante e fui a pé pra escola. Que prazer!!! Eu levo 40 minutos da minha casa até lá. É uma caminhadinha boa, mas eu vejo muito verde, corredores, ciclistas e raros estudantes como eu. Afinal, sábado, a USP é dos atletas.

As minhas aulas hoje foram proveitosas... Falamos sobre comunicação digital e produção de documentários. E as minhas caraminholas ficam matutando sobre as temidas "7 laudas" que preciso entregar no dia 30 e também sobre a minha tese de conclusão. Preciso achar uma solução... Preciso muito conversar com alguém. Caso contrário as caraminholas não me deixarão em paz.

Amanhã tem mais aula... Sei que é dia das mães, os professores também sabem. Mas as coisas são assim mesmo. A minha querida vai trabalhar, como sempre. Mas vou fazer de tudo para almoçar bem juntinho dela.

6.5.05

Sono sonhador de Luiz Melodia

E o Luiz Melodia está aqui na cama do Pépi, dormindo um soninho gostoso, silencioso... Esses dois estão famosos de tanto que a Sandra e o Paulo andam falando deles. Hoje saiu uma matéria na Crescer. Linda!!! Foi um motivo pra eu ficar bem feliz nesta sexta.

E enquanto eu tento driblar esses 225 e-mails que insistem em permanecer na caixa de entrada, jornais, revistas, rádios de todo o Brasil me pedem material para divulgação. Aí tem o cadastramento das tantas ONGs, tem o show do Directv, as partse remodificadas do site... Ah!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Vou ficar doidona daqui a pouquinho.

xodo

Meu outro irmão querido vai casar outra vez... Hum!

E ontem ele veio me acordar pra dizer que a noiva acha o meu cabelo o mais lindo de todos. Adoro quando elogiam o meu cabelo, meu xodó. A cunhadinha me ganhou de vez!!!

crise de apaixonite aguda

Tô muito preocupada com uma das pessoas que mais amo nesta vida: meu irmão lindo e querido. Ele não anda bem de saúde. Preciso que o Corinthians comece a ganhar os jogos e dar alegrias a esses torcedores totalmente apaixonados.

Sansao

Ontem à noite olhei pro meu Sansão sentado na cadeira, com aqueles olhos grandes pedindo carinho e lembrei que hoje é aniversário de uma pessoa super querida. Saudades dela... Eu e o Sansão. Saudades de coisas vividas e não vividas entre nós.

feira de sentimentos...

E falando em feira... Aqui dentro de mim há uma feira de sentimentos. Uma confusão só! Minhas caraminholas gritando, discordando uma das outras, que parece que estou como a minha prima, querendo gritar pra ver se as caraminholas cessam a construção contínua de ilusões. Elas são super hiper ativas. Não páram, nem quando eu durmo.

Dia de feira

Hoje é dia de feira na rua da minha casa. Eles chegam ainda de madrugada, estacionam os caminhões, tomam café de garrafa térmica e começam a montagem das bancas. É uma barulheira que só. E quando amanhece, o sol colore todas as frutas, as flores, os legumes e verduras. Fica uma salada mista, uma confusão de vozes e de ofertas gritadas.

Dia de feira , é dia de comer pastél, é um dia alegre, de muito barulho, dia que não podemos utilizar os carros e que o Vila Gomes fica longe, longe, curtindo o verde da praça Elis Regina.