9.9.05

Entardeceu...

Ontem a noite conversando com você me engasguei com suas idéias equivocadas. Não sei como chegou a conclusões sobre mim tão distantes do que eu sou verdadeiramente. Confesso que me decepcionei com sua falta de sensibilidade no olhar, no sentir... Nossa! Caí das nuvens que eu estava e me esborrachei no chão. Agora estou roxa assim... toda machucada de frustração.

Você sabe... eu vivo com intensidade. Quando eu gosto, eu gosto inteiramente, carinhosamente, apaixonadamente. E meu coração não consegue ser intinerante, ele estaciona. Ele não se divide, ele sempre é um só. Ele faz uma misturada de sentimentos que transborda em dedicação, companheirismo, admiração. Incrível esta coisa de amar, né... São tão bonitas todas essas transformações na nossa alma, na nossa natureza.

Mas enfim... tô muito sensível ultimamente. É difícil lidar com tanta sensibilidade. Tento levar com muito bom-humor. Mas nem sempre é possível.

Queria que você soubesse tantas coisas de mim: que eu adoro chá de cidreira, que quando gosto de verdade eu beijo o dorso da mão (como beijei a sua aquele dia), que eu gosto de sorvete, bolo e brigadeiro porque são doces, assim como eu, assim como eu gosto de experimentar a vida... Que eu prefiro o dia à noite, gosto da primavera, wafer com café, gelatina de uva... Que eu sonho com dias melhores, de mais amor e menos tempestades. Que a Luísa é o meu sonho de viver... que ela já existe, embora ainda não esteja aqui entre nós.

Eu queria olhar nos seus olhos novamente e falar tudo que escrevi aqui. Mas acho que ficou tarde.

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