Borboletas do amor
Eu estava aqui com as minhas caraminholas obesas, de tantos pensamentos que aqui se encontram... Estava pensando como são tão complicadas as relações humanas, ser aceito pelo outro, a questão de gostar, sentir prazer do lado de alguém, adorar infinitamente, embora haja muitas características que não sejam compatíveis.
Lembrei-me dos olhares cúmplices do casal Roro e Lisa, do filme sueco Jalla Jalla, que assisti na sexta-feira. Que não importa religião, time de futebol, cor da pele... Quando há sintonia de amor, nada mais importa.
Mas ao mesmo tempo, penso que aqui há o jogo de interesses inconscientes colados no nosso peito, quando nossa barriga se enche de borboletas do amor. Será que é isso mesmo?
Só sei que quero ser a "Tangerine" de alguém. Compartilhar momentos simples, mas únicos e intensos. E não importa quem tem o melhor corpo, quem é mais belo, quem é descolado ou não. O que importa são os olhares se encontrarem e selarem uma cumplicidade que denuncia o momento sublime quando o amor acontece.


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