27.10.05

Menina roxa

Hoje é a história de uma menina-moleca que está toda cheia de roxos na perna de tanto cair. Ela pula, salta, brinca, grita e cai. Aí com aquela dorzinha vem um chororô danado, mas depois ela esquece e vai brincar de novo.

Aí, tem um momento que a menina roxa se cansa e fica lá no buraco pra não cair mais. Iventa um monte de histórias pra lhe fazer companhia, mas sonha com dias de sol e de muita brincadeira, livres das armadilhas que a fazem cair todo instante. Então ela dorme e fica esquecida no buraco... durante dias.

E o tempo passa e ela continua no buraco, pois lá é como se estivesse debaixo dágua, ou nas entrelinhas dos acontecimentos. É como se fosse a hora do recreio ou estivesse escondida para sempre no esconde-esconde.

A menina-roxa só quer as suas histórias, por isso continua no buraco, alienada a tudo que explode no mundo lá fora. E quanto tempo ela vai ficar esquecida, hein?

A menina roxa chora. Brincar de imaginar dói mais que os machucados na perna. .

26.10.05

amor belicoso...

Eu sei que falar de referendo é meio estafante, uma discussão polêmica, de muitas opiniões, que durante dias fez com que a população pensasse sobre a violência do país e quais as melhores atitudes a tomar.

Mas o fato é que aqui em casa votamos não, com a convicção que proibir o comércio de armas nada iria ajudar na diminuição da violência. E porque também, na verdade, aqui em casa, armas (de fogo ou não) sempre foram bem-vindas, apesar disso poder soar estranhamente, vindo de uma garota de 25 anos, sonhadora e romântica.

Pois é... aqui em casa sempre vivemos num ar belicoso. Desde criança ouvi meu pai falar que estava se preparando para a guerra. Seja ela contra humanos, bichos ou ETs. E, por isso, nos ensinou a estarmos sempre preparados. E não estou falando em somente saber manusear uma arma. Estou falando do treinamento físico, da alimentação e de saber lutar.

Quando nós quatro éramos crianças, ganhávamos muitas armas de brinquedo. Meu irmãos lutavam de cajado no quintal. Eu adorava meu revolvinho de espoleta com cabo vermelho. Era a Mulher Maravilha do velho-oeste. E embora meu pai tenha se empenhado em criar uma mulher guerreira, sempre gostei das românticas frágeis, das cinderelas da vida...

Meu pai quis que eu fizesse judô, karatê, tae-ken-do... Mas eu escolhi balé, jazz e dança cigana. Porém, nas fotografias guardadas, encontro a Mônica de oito anos com uma faca pendurada na cintura, se achando a Rambo versão mulher.

E eis o dia que fomos morar em Minas e meu pai montou um verdadeiro quartel-general. Se armou de pastores alemães, ficou sócio de um clube de tiro em Itajubá, adquiriu uma porção de armas de colecionador e nossa diversão aos finais de semana, além de jogar vôlei, era atirar com arco-e-flecha.

Passado uns anos, ele fundou, junto com um grupo de amigos, o clube de tiro de Pouso Alegre. E todos nós passamos a frequentar o clube, como se fosse um simples clube de campo. Tinha até aquela máquina de atirar pratos... Era bacana! Mas eu gostava mesmo era de ficar olhando aquela paisagem infinita e linda que havia entre aquelas montanhas, minahs musas inspiradoras.

E apesar da arma em si ser um objeto de nenhum estranhamento ou medo, até porque nunca passei por uma situação de apuro, não sou a mulher guerreira que meu pai sempre sonhou em ter. Eu sou mesmo a mulher manteiga-derretida. Aquela que é molinha de coração. Aquela que luta muito pelo o que quer, mas é incapaz de atirar pra tudo quanto é lado. Aquele que é determinada, mas que não contém as lágrimas. Sou mesmo uma grande mulher romântica, sonhadora e que ainda acredita no amor. E não há arma no mundo que o impeça ele de existir, crescer e tomar conta da gente.

22.10.05

Homenagens ao dia 20 de outubro

Melhores homenagens para o dia do poeta, o dia da Momô!!!

"Parabéns, por um monte de coisas: pelo leversário, pelos cabelos, pelo olhar, pelo sorriso, pela inquietude, pelo inconformismo, pelo desânimo (mais exatamente pela força que você tira lá do fundo pra se arrancar dele!), pela vontade, PELO TIMÃO!!!, pelo trabalho, pelo desejo de um mundo melhor (e a ação pra tornar isso real!), e mais um monte de coisas que não caberiam aqui porque você é grande demais pra ser reduzida a meras palavras (cantadas ou não!!!)!!"

Melhor scrap que já recebi!

E...

"Sim, lembro dos papéis de carta, do trem, das bicicletas em Pouso Alegre, do Patu Fu, das cartinhas com envelopes coloridos – recortes de revista, dos amores difíceis, dos jogos do Timão, do tetra, e de tantos momentos maravilhosos que estávamos juntas. Uma amizade redescoberta, reinventada, de tantos significados, lembranças e novos momentos. Calmonzinha como Dona Cadinha, bravinha como Seu Ari. Linda menina de bochechas vermelhas, de cabelos compridos e cacheados, que gosta de amarelo, que sonha com Luísa tão lindamente que podemos, e sentimos, a menininha andando com seus sapatinhos vermelhos. Desejo tudo que há de mais suave e singelo no mundo à você, minha amiga, tão sensível, apaixonada!"


Da minha prima, amiga, queridona, Carol Calmon, autora do www.cabecagorda.blogspot.com

A-D-O-R-E-I demais!

16.10.05

Borboletas do amor

Eu estava aqui com as minhas caraminholas obesas, de tantos pensamentos que aqui se encontram... Estava pensando como são tão complicadas as relações humanas, ser aceito pelo outro, a questão de gostar, sentir prazer do lado de alguém, adorar infinitamente, embora haja muitas características que não sejam compatíveis.

Lembrei-me dos olhares cúmplices do casal Roro e Lisa, do filme sueco Jalla Jalla, que assisti na sexta-feira. Que não importa religião, time de futebol, cor da pele... Quando há sintonia de amor, nada mais importa.

Mas ao mesmo tempo, penso que aqui há o jogo de interesses inconscientes colados no nosso peito, quando nossa barriga se enche de borboletas do amor. Será que é isso mesmo?

Só sei que quero ser a "Tangerine" de alguém. Compartilhar momentos simples, mas únicos e intensos. E não importa quem tem o melhor corpo, quem é mais belo, quem é descolado ou não. O que importa são os olhares se encontrarem e selarem uma cumplicidade que denuncia o momento sublime quando o amor acontece.

vontade de viver

Abalei-me, sim! Também, aqui tão pertinho de casa... Frequentávamos o mesmo mercado de bairro, passava em frente a república dele quase toda semana e há uma grande probalidade da gente já ter se esbarrado pelos corredores da ECA ou atendido algum telefonema meu à Rádio USP.

E fico imaginando por que esses acontecimentos macabros se sucedem assim... tão facilmente, tão inesperadamente, entre pessoas com tanta esperança de vida, com tanta vontade de mudar o mundo.

Sim, o menino que matou fazia parte do projeto Redigir, um projeto social lindo, que ensinava redação a jovens carentes. Entre outras coisas, ele tinha um sorriso lindo, era querido pelos amigos e apaixonado por dança.

A morte pesa demais quando é assim, injusta. E foi com uma faca, nem foi com uma arma para armar a polêmica do referendo. Sim, cheguei a pensar neste detalhe quando soube da notícia. Em algum momento encontrei a frieza de ter este pensamento.

15.10.05

7 pecados capitais

Estava lendo a Folha Esportes e encontrei esta listagem dos 7 pecados do Campeonato Brasileiro de Futebol. Adorei, por isso até dei um control + C para postar aqui.


COBIÇA

O árbitro Edilson Pereira de Carvalho aceitou manipular jogos por R$ 10 mil. Segundo ele, dívidas o levaram a tomar essa decisão, que só lhe renderam prejuízo maior. Ele deve gastar uma quantia superior a isso agora com advogados e ações, como uma da Alianza Lima, clube peruano lesado na Libertadores

PREGUIÇA

A CBF, além de não ter feito nada nos últimos anos a respeito de diploma falso de Carvalho, deixou o caso só para a Justiça Desportiva e feriu o próprio regulamento do torneio na repetição dos jogos. ""Em nenhuma hipótese será permitida a realização de jogos com portões abertos ao público, ou seja, sem a venda de ingressos", diz a norma

VAIDADE

Luiz Zveiter, presidente do STJD, assumiu como decisão particular anular os 11 jogos de Carvalho no Nacional deste ano e passou por cima até de artigo do Código de Justiça Desportiva. Armando Marques, ex-presidente da comissão de arbitragem que não atendia a imprensa, também era criticado pelo autoritarismo

GULA

Os clubes, desunidos, trataram de defender mais os seus interesses. Prejudicados chiaram. Beneficiados se calaram

IRA

Torcedores reagiram com irritação extrema e violência a atuações ruins dos árbitros nas partidas que foram repetidas

INVEJA

O Corinthians, com a MSI, bateu recorde de investimento no país. Clube mais beneficiado com a anulação, virou alvo de todos

LUXÚRIA
Por trás do esquema de manipulação de jogos, há empresários, sites de apostas clandestinos e, investiga-se, até dirigentes

12.10.05

No andar de cima...

Confesso que prefiro o ônibus ao metrô. Sem dúvidas! Tudo bem... o ônibus está sujeito a pegar engarrafamento, você passa mais tempo dentro dele, mas pelo menos você avista alguma coisa pela janela. A não ser que alguma torcida organizada de time de futebol resolva invadir, no busão não dá aquela sensação claustrofóbica que dá quando estou no metrô, confinada debaixo da terra, sem paisagens, com aquele entra-e-sai de pessoas numa velocidade de clipe musical, tudo muito passageiro.

Ontem estava eu no lindo campus verdejante da USP, quando peguei um ônibus com piso rebaixado. Quem já um dia foi criança e disputava os únicos bancos altos ou já pegou este ônibus sabe... É uma curtição! Ele tem uma escadinha no meio que dá acesso ao piso superior e, lá no fundo, você fica numa altura da rua fenomenal, com ar batendo no seu rosto sem pedir licença. Sim, eu sentei no banco mais alto... E como é prazeroso observar tudo de lá de cima...

Lembrei até de uma matéria que saiu no Guia do Estado uma vez dos lazeres paulistanos que estão debaixo da terra: barzinho debaixo da calçada em Pinheiros, cinema na Paulista, exposição no Centro da Terra no Sumaré, uma escola de balé debaixo do viaduto do chá. Os paulistanos são tatus! Cavando, cavando, cavando, invadiram até os lugares mais recônditos e confinados...

Claustrofobia? Não, imagine! Não sei se é porque já sofri muito com crises asmáticas, eu preciso de ar, eu preciso respirar, eu preciso ter uma janelinha ao meu alcance.

E falando em claustrofobia lembrei imediatamente daquela cena do filme do Hitchicock no túnel. Foi a primeira vez que me deparei com esta palavra e com seus significado. Daí eu entendi muito bem. Pra mim é tão real, que chego a ficar meio sem ar, psicologicamente, de aflição da situação.

Mas todos esses assuntos aqui embolados, um-puxando-o-outro, era pra dizer de como é bacana ver as coisas lá de cima. De como eu prefiro uma casa no topo da montanha ao nível do mar. De como um terraço ou uma varanda lá no alto é bem melhor que ter um porão medonho e fechado. Andar de ônibus, melhor que metrô. Que eu prefiro ser uma ave, a um roedor. Que prefiro subir a descer escadas. Que o terraço Itália é fabuloso. Que eu nunca desci as escadas pra ver a Galeria Prestes Maia.

Vai ver que tudo isso vem das concepções mais incoscientes da formação cultural que eu tenho. Vai ver por mais maniqueísta que isso possa parecer e estereotipado dos livros infantis, é porque eu acredito secretamente que o céu fica lá em cima e o inferno queimando embaixo da terra.

9.10.05

As avós da Luísa

Tive duas avós na minha vida.

A minha vó paterna durou até os meus oito anos. Minhas lembranças é de uma velhinha franzina, com seu carrinho de feira fazendo compras no Carrefour. E no dia do meu aniversário, aparecia sorrateiramente com uma caixa de bombom garoto. Deixou um quadro de flores vermelhas, retratos em preto e branco, uma boneca-de-pano que ela mesmo fez pra mim, uma caixinha de música japonesa e diários com páginas amarelas que guardam segredos da juventude. Diários que conversam comigo, mais do que as palavras que trocamos em vida. E através dessas escritas do passado a gente se entende, se corresponde, somos cúmplices de sentimentos iguais.

Já a minha vó materna se foi quando tinha uns 21 anos. Ela não me deixou nada material como a outra, mas me deixou lembranças infinitas. De quando viajamos de trem para a praia e ela me deixou comer bolacha de água e sal no caminho. De quando fazia picolés de manga pra gente chupar, dos chinelinhos de pano que confeccionava com carinho, de quando disputávamos buraco durante toda uma tarde de verão, dos bolhos de coelho na Páscoa, de quando chorava quando contava uma história pra gente. Ela ria chorando. Não esqueço do cheirinho da minha vó... do seu feijãozinho maravilhoso e do seu jeito bravo e corajoso de enfrentar o mar.

Mal sabe a Luísa que escolho os meus pretendentes de olho nas futuras e prováveis avós. Não sei como será quando ela for grandinha, mas com certeza ela vai saber a minha preferência por avós que são mulheres fortes, batalhadoras e loucamente apaixonadas pelos filhos.

E existem três grandes mulheres que eu desejei muito que fizessem par com a minha mãe pra serem as super avós.

A primeira foi uma das mulheres mais adoráveis da minha vida: Helena. Mãe do meu primeiríssmo amor. Mulher brava, determinada, forte e loucamente apaixonada pelas suas crias. Imagina ela vó da Luísa? Ia encher-lhe de esfirras aos domingos e contar histórias e mais histórias do pai quando pequeno. Com aquele seu sorriso generoso e sua pose de italiana, Luísa seria uma neta de muita sorte e de muita gana.

A segunda escolhida foi a Vera, mãe de um grande amigo meu. Nunca tivemos um relacionamento amoroso, mas no dia que descobri sua mãe, senti uma pontinha de vontade da gente casar e ser feliz para sempre, tendo a Luísa a segunda vó mais especial deste mundo. A Vera é advogada e, ao mesmo, tempo, administra um sítio inteirinho. Bonita, inteligente e desbravadora das montanhas de minas, carregou a família paulista e foi párar em PA city. Puxa, a Vera e minha mãe também seriam uma grande dobradinha de avós maravilhosas.

E a terceira... eu já tinha certeza que seria finalmente ela. Ai ai... Ilusões do destino. Mas valeu a intenção. A Sussú é uma vó muito moderna. Ela é uma mulher on-line, antenada com as novas tecnologias e também muito batalhadora. Mais que isso. Sua grande paixão são seus dois filhos queridos e tenho certeza que ela literalmente iria até o fim do mundo por esses dois. A Sussú, além de tudo, é uma grande amiga, uma companheirona nas horas tristes e felizes, romântica, leitoras das palavras de acalento, carinhosa que só... conversadeira, não tem medo de chorar, não tem medo de sorrir e de estender a mão pra quem precisa. Aliás, as suas mãos estão sempre prontas para acariciar, para acalentar, erguer, levantar e ajudar seus amores. A Sussú é uma grande mulher, forte e adoria que a Luísa nascesse "Figueira" como ela. Sem medo de viver, sem medo de se arriscar, mas sempre com aquela esperança que encharca seus olhos de lágrimas e derrama em sorrisos de amor.

No entanto, ainda não sei o quem será a segunda avó de Luísa. A vida segue seu rumo. Mas seguirei meus instintos. Ela está por chegar... eu sei.

3.10.05

E falando em Lua...

E falando em Lua, lembrei-me de um fato saudoso.

As luas me marcaram nas estradas de São Paulo a Minas. Eu ia deitada no banco de trás do carro, procurando a Lua no caminho. Ela que por aqui quase nunca aparecia, nos céus de Minas transforma-se na mais magestosa das beldades noturnas. Linda, única, extravagante em suas fases, colorida e idolatrada.

Que saudade das luas da minha adolescência... Que saudade de quando me tocava com sua poesia. Saudades da Lua!

Agora, aqui, sob este céu sem segredos e magias, só me resta a televisão.

A Lua e a Televisão

Enquanto eu luto para escrever minhas teorias sobre comunicação e educação, televisão... descentramento... Encontrei uma linda letra do nosso querido Chico sobre o despretígio da Lua por causa da televisão.

Triste história... Mas ela me servirá como inspiração. Não para difamá-la, mas para incentivar a educação formal a fazer sua desconstrução.

O homem da rua
Fica só por teimosia
Não encontra companhia
Mas pra casa não vai não
Em casa a roda
Já mudou, que a moda muda
A roda é triste, a roda é muda
Em volta lá da televisão
No céu a lua
Surge grande e muito prosa
Dá uma volta graciosa
Pra chamar as atenções
O homem da rua
Que da lua está distante
Por ser nego bem falante
Fala só com seus botões

O homem da rua
Com seu tamborim calado
Já pode esperar sentado
Sua escola não vem não
A sua gente
Está aprendendo humildemente
Um batuque diferente
Que vem lá da televisão
No céu a lua
Que não estava no programa
Cheia e nua, chega e chama
Pra mostrar evouções
O homem da rua
Não percebe o seu chamego
E por falta doutro nego
Samba só com seus botões

Os namorados
Já dispensam seu namoro
Quem quer riso, quem quer choro
Não faz mais esforço não
E a própria vida
Ainda vai sentar sentida
Vendo a vida mais vivida
Que vem lá da televisão
O homem da rua
Por ser nego conformado
Deixa a lua ali de lado
E vai ligar os seus botões
No céu a lua
Encabulada e já minguando
Numa nuvem se ocultando
Vai de volta pros sertões

2.10.05

Divagando...

seis meses que o seu olhar não melhora os meus...


Pois é... não queria, mas acabei lembrando. Hoje faz exatos seis meses que os seus olhos não melhoram os meus; que a barba mais gostosa do mundo não roça na minha pele; que você não conta com entusiasmo seus planos futuros; que você não faz dos meus dias, os melhores da minha vida.

E as saudades, embora não sejam desejadas, nem queridas por mim, são totalmente inconscientes e viscerais. Procurei este tempo todo remédios e fórmulas eficientes para aniquilá-las, mas tudo que se refere a uma amor sincero, não funciona. Só o tempo...

E falando em tempo... ontem assisti a uma entrevista na TV com a conatora baianada Pitty. Ela tem uma tatuagem na coxa que está escrito assim: Isso vai passar . E são nessas sábias palavras que eu mais acredito hoje.

Sob o céu encharcado...

E hoje São Paulo descansa sob a chuva caprichada, sob o céu cinza de primavera. E eu com uma vontade incrível de ir ao estádio, ver o Timão jogar com chuteiras especiais, campo encharcado, bola pesada e a torcida fervendo de emoção. Pois não há chuva neste mundo que contenha a paixão da torcida corinthiana.

"Pode chover, pode molhar, é no molhado que o Timão vai golear... "