16.11.05

Estrelas cadentes

Quando vi uma estrela cadente caindo, descobri que eu podia maisme elevar. Soube que ela não estava morrendo nas chamas e sim completando um ciclo aqual se tinha destinado. Talvez nem ela soubesse de seu próprio destino e julgou que aquele instante era seu fim. Talvez ela não soubesse que teve que percorrer todas as suas rotas no espaço para que acumulasse a poeira das estrelas em si e as trouxesse em forma de vida para a terra. O seu fim era o seu começo.

Talvez, enquanto ela vagou pelo espaço sempre se perguntou o porque de percorrer tantas distâncias em tantos vazios. Todas as incertezas a consumiram em todos os seus percursos. Todas as dúvidas exigiram que ela se tornasse maior do que era porque para cada uma delas ela tentou buscar uma resposta. E a resposta maior ela descobriu quando percebeu que
tinha que ser menor do era para poder ser maior do que tudo.

Talvez você não precise ter todas as certezas do mundo para começar a fazer algo. Se você as tivesse, com certeza, não o faria. As dúvidas fazem parte de todos os nossos dias e elas somente se dissipam quando cruzamos uma linha das nossas muitas chegadas.


****Texto recebido por e-mail de não-sei-de-quem. Spam, acreditem se quiserem... Destino, meus caros... Porque este texto caiu como uma luva no meu momento de agora. ****

1 Comments:

At 9:44 PM, Anonymous Anonymous said...

É, surpreendente... bom e-mail!

Estou com saudades...

Bjos

 

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