21.9.05

Grão de amor

As palavras que eu perdi durante este tempo de processamento das suas, ficaram este tempo todo sussurando pra mim, coladas no meu lado esquerdo, ocupando por longas horas meus pensamentos. Tem um teórico das ciências sociais que diz que têm momentos que a linguagem verbal é incapaz de expressar um determinado sentimento. E é exatamente assim que me senti, depois que li tudo que você escreveu... As palavras não me servem. Quero música pra lhe responder... Quero acordes que expressem o que vai na alma. Preciso de um arranjo de cordas, com flauta tranversa, numa partitura impecável, com interpretação sem igual. André Mehmari no piano, Ulisses Rocha no violão... E nesta orquestra para interpretar meus sentimentos, o regente é o meu coração desvairado, com vontade de trangredir o tempo, as regras e só obedecer as vontades mais sinceras.

Foi umas das coisas mais lindas que já li, meu caro. E desejei tantas coisas... Não acreditava de pronto nas semelhanças... Não é possível que duas pessoas possam ter uma intimidade tão profunda assim e tão pouco se conhecem. E saiba que esta mousse de chocolate com creme de leite é a minha cobertura de bolo predileta. Também gostaria de lhe dizer muitas e muitas coisas... Passaríamos dias e madrugadas despejando palavras, sonhos, desejos, tudo de bom que há nesta vida.

Mas enfim... volto à realidade e sei que muita coisa não é possível. Vivemos um "destiempo", como fala o grande Martín-Barbero. E eu tenho certeza que penso certo quando lembro dos pequenos... tão lindos, tão mais especiais que tudo.

Porém, sempre saiba o grão de amor imenso que vai no peito. Independente dos fatos, do tempo vil, independente da nossa sábia razão.

1 Comments:

At 6:48 PM, Anonymous Anonymous said...

Calmonzinha, meu anjo doce, se você queria quebrar minhas pernas e me deixar sem respirar e equilibrando uma meia-lágrima no canto do olho... conseguiu!!

 

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