1.5.05

Crise de identidade

Crise de identidade, foi isso que ocorreu comigo quando estava assistindo ao final da super liga de vôlei pela TV. A partida era Minas contra Banespa de São Bernardo. Ops!!!

Quando criança, ficamos sócios do Esporte Clube Banespa, que fica em Sto Amaro, zona sul de São Paulo, vigiado pelo gigante e bandeirante Borba Gato. Fazia jazz, ginástica olímpica, natação... Lá era o paraíso dos esportes. E quase sempre encontrávamos com os meninos do vôlei: Tandi, Marcelo Negrão, Maurício... Faz tempo mesmo. Tinha uns 11 anos, mais ou menos e estava indo pra minha aula de jazz que era ao lado da quadra de vôlei, quando esbarrei com as pernas do Tandi. Parece engraçado agora, mas naquele dia fiquei desconcertada, morri de vergonha de todo mundo. Acho que eu não dava nem na cintura dele.

Naquele tempe havia um monte de casinhas onde os jogadores de fora moravam. Parecia aquelas vilas militares. E em dias de jogos, o clube se agitava e a torcida cheia de jovens e tietes lotavam as arquibancadas para torcer por aquele time tão querido, tão Santo Amarense. Meu irmão mais velho frequentava a escolinha de vôlei e eu acreditava vêemente que ele seria o Maurìcio do ano 2000. Levantava bem pra caramba, apesar de não ter altura. Mas ele pulava tanto lá em casa, que cresceu mais que as estatísticas que meu pai fazia mês a mês. Sim! Meu pai tinha um grande livro de alturas que vivia medindo seus quatro filhos e marcando com risquinhos atrás da porta da sala. Deu até saudade daquela paranóia no meu pai. O seu sonho era ter filhos altos.

Mas voltando ao Banespa... hoje quando assistia à partida pela TV me senti meio traída. Afinal aquele não era mais o Banespa da minha infância. Nem sabia ao certo se devia torcer e sofrer com aqueles pontos disputadíssimos, aquela agonia toda. Optei por assistir pela Cultura, pois lá o narrador ainda preservava a minha memória e chamava o time de Banespa. Ao contrário do locutor da Rede Globo que insistia em chamar de apenas de São Bernardo.

Entretanto, já no quinto set, quando o Minas foi derrotado por aquele time de vermelho, de craques como Nalbert, Rivaldo, Polaco, entre outros, vibrei como aquela menininha de 11 anos vibrava. Afinal o nome podia não ser o mesmo de anos atrás, mas o espírito de vencedor permaneceu. E nada contra as Minas Gerais, mas a rivalidade regional faz diferença no final das contas. Sou Banespa desde criancinha.

3 Comments:

At 11:23 PM, Blogger Carolina said...

Nossa Mô, mó nostalgia...
Lembro mto bem dos risquimhos atrás da porta... estamos nostágicas ultimamente, né?!
Que coisa...

 
At 9:08 AM, Anonymous Anonymous said...

OI LINDONA!
sera q eu vou conseguir inserir o meu texto aqui no seu blog . Teste Eu sou meia lerda pra computador mesmo.

 
At 9:09 AM, Anonymous Anonymous said...

eeeeeeeee,eu consegui!!!!!!!

 

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