Beijos roubados
Durante meu banho quentinho depois de um dia cheio de trabalho, nada melhor que pensar em coisas boas. E eu estava pensando em beijos!!!
Beijos roubados é o nome de um filme do Truffaut. Mas pra mim, é um capítulo à parte das minhas histórias de amor.
Fazendo uma retrospectiva rápida, como ando nostálgica que só, como disse Carolzinha, fiz uma constatação que parece boba, mas que reflete na minha personalidade: todos os meus relacionamentos se iniciaram com um beijo roubado. Sim, sim, sim, sim!!!
O meu primeiro beijo foi roubado pelo meu primeiro namorado. Tinha 13 anos, morava em Minas e era véspera da Copa do Mundo. Era um garoto do bairro por quem era platonicamente apaixonada desde que chegara lá. E nessas paqueras adolescentes os fatos tomam uma dimensão maior do que realmente eles têm. Ele já havia tentando me beijar antes e deu de boca com a minha bochecha. A turma toda viu e foi motivo de piada para todo o dia que se seguiu. Na noite seguinte, como uma forma de provar que ele podia e conseguia, essas coisas de menino mesmo, foi me chamar lá em casa, me pegou no portão e dessa não mais escapei. Foi meu primeiro beijo na boca e o primeiro de uma série de beijos roubados. A turma estava escondida no muro da casa de trás assistindo tudo. E eu lá fervendo de emoção por dentro e vermelha de vergonha por fora...
Já meu segundo namorado, foi bem depois. Tinha 19 anos, já estava na faculdade e íntima das suas idéias, palavras... Passávamos noites conversando sobre tudo. Tínhamos tudo a ver, a gente já se conhecia muito, mas ainda não totalmente. Então nosso melhor amigo, o cupido, resolveu dar uma mãozinha. Fomos a um boteco na esquina da minha casa, aqui em SP, pra beber cerveja. Só podia ter sido assim... Rs. Foi o mais divertido de todos. E o meu rosto se enrubesceu de uma maneira que todos da mesa de sinuca se espantaram com as conseqüências de um beijo roubado.
O terceiro... tinha uns 22 anos, estávamos num final de semana no sítio com a galera do trabalho. Eu não queria, mas as minhas colegas armaram uma arapuca sem saída e trancaram-me pra fora de casa. Sem que eu percebesse, ele estava lá, de tocaia. Fazia um frio tão grande naquela noite de janeiro, que seus lábios mornos me esquentaram e eu acabei me rendendo por seis meses.
O quarto e o meu mais recente namorado foi há uns dois anos e meio atrás... Estávamos no carro, no estacionamento de um shopping, recém saídos do cinema. Ele pediu para eu pegar alguns CDs atrás do banco e no momento que abaixei para pegá-los, smack, sem que eu pudesse esboçar alguma reação a não ser curtir e beijar também. Deste ainda posso sentir o gosto, o cheiro e todas as nuances. Foi o início de uma história boa.
Se há nisso alguma falta de iniciativa da minha parte, reflitirei bastante. Nos próximos reverto o jogo. Afinal se é roubado ou não, beijos são os selos de grandes histórias de amor e paixão. Inícios ou finais...


4 Comments:
Mo sou leitura de cadeira cativa do seu blog agora.
O meu primeiro bj com o Marcelo tb foi roubado.rs...
Fique com Deus! Bjs
Má, super lindona!!! Vc anda recebendo meus e-mails???
Beijoca procê e pra Manu!!!
Moniquinhaaaaaaa!!!
Os beijos roubados e/ou inesperados são os melhores... adoooro.
Acho que essa vermelhidão é genética... quem será que ficava mais vermelho, Seu Calmon ou Dona Cadinha?!(hahaha)
O que sei é que em muitos momentos fico vermelha, mas os únicos em que gosto de assim estar, é quando estou nesse estado... rubor de paixão.
Bjocas prima!
Um beijo roubado foi o início de um meu namoro também (quem roubou foi ela!)... E continuamos roubando beijos um do outro há mais de treze anos!!
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