19.6.05

Felicidade dos meus 20 anos...

Ontem eu achei umas fotos que mexeram muito comigo!!! Sabe quando você as deixa ali queitinha naquela gaveta e, de repente, através de sorrisos e abraços de uma imagem, toda uma história salta na sua frente e revive momentos inesquecíveis, felizes e saudosos.

Puxa... fiquei o resto da noite pensando sobre aquela minha felicidade dos meus vinte anos. Aquelas pessoas com as quais eu convivia, trocava carinhos e era feliz, apesar das espinhas.

Aí eu lembrei desta canção do Ultraje a Rigor... Espero mesmo que voltemos a nos ver e rir muito.

Me dá um olá
Me manda um oi
Onde 'cê está?
Onde é que foi?

Que eu estou no ar
Sem saber
Como 'cê está
Cadê você?

'Cê não podia
ter sumido assim
'cê está sabe onde eu estou
liga pra mim

quem sabe um dia desses
sua auto-estima baixa
nossas agendas batem
e a gente se encaixa

17.6.05

Alguma coisa acontece...

Transição, mudanças, novos caminhos... Até que enfim!!!

Após passar meses me preparando pra alguma coisa, sentindo que o tempo de mudanças se aproximava mais e mais, eis que surgem as novas idéias e as oportunidades. Sinto um pouco de medo, mas sinto-me totalmente feliz com essa luz que quer me iluminar agora, saber o que eu tenho pra dizer, pra mostrar, pra construir.

Bem... A partir de segunda minha vida muito. Ainda não sei bem como, mas ela estará diferente. E esta terapia blogueira irá ajudar a organizar meus pensamentos, como diz sempre Bakthin, que a linguagem verbal tem este poder incrível de compreensão das idéias.

Queria fazer muitas coisas, falar com muitas pessoas, mas uma coisa de cada vez.

15.6.05

Homenagens

Em homenagem a mim, à minha queridíssima prima e amiga Carol(ina) e para o meu amigo ensismesmado "moço".

Onde ir

Eu não sei o que vi aqui
Eu não sei prá onde ir
Eu não sei o que vi aqui
Eu não sei prá onde ir
Eu não sei por que moro ali
Eu não sei por que estou

Eu não sei por onde a gente vai
Andando pelo mundo
Eu não sei prá onde o mundo vai
Nesse breu vou sem rumo

Só sei que o mundo vai de lá pra cá
Andando por ali
Por acolá
Querendo ver o sol que não chega
Querendo ter alguém que não vem (não vem)

Cada um sabe dos gostos que tem
Suas escolhas, suas curas
Seus jardins
De que adianta a espera de alguém?
O mundo todo reside
Dentre, em mim

Cada um pode com a força que tem
Na leveza e na doçura
De ser feliz.


Vanessa da Mata

Mas interpretada maravilhosamente pela Mônica Salmaso.

11.6.05

Luísa

Hoje a minha mãe acordou às 6h30 e me encontrou debruçada sobre o computador terminando um trabalhinho que preciso entregar daqui a pouco, na aula. Aí lembrei da minha pequena e dei-lhe a nótícia:

- Mãe, temos Luiza, na versão da Simone.

Aí ela não se demorou e colocou para tocar duas vezes no meu som e nos deliciamos com a poesia. Ficamos extasiadas com a história dos sete mil amores.

A Luísa já existe desde os meus 18 anos... Tudo por causa desta canção, magnífica do Tom. A primeira vez que ouvi fiquei assim... sem palavras. Só com uma emoção estampada nos meus olhos e no meu peito. Senti uma coisinha me avisando de alguma coisa.

O tempo foi passando e eu percebi que era ela, minha pequena. Saudades de você!!! Te quero tanto e tanto!!! E um dia, querida, você vai vir pra junto de mim e da Fá. E você será a nossa continuação melhoradinha.

Meu anjinho... olha a grandiosidade desta canção. Sim, ela é mágica, assim como serão seu olhos e seu sorriso de estrela.


Luiza

Tom Jobim


Rua,
Espada nua
Boia no céu imensa e amarela
Tão redonda a lua
Como flutua
Vem navegando o azul do firmamento
E no silêncio lento
Um trovador, cheio de estrelas
Escuta agora a canção que eu fiz
Pra te esquecer Luiza
Eu sou apenas um pobre amador
Apaixonado
Um aprendiz do teu amor
Acorda amor
Que eu sei que embaixo desta neve mora um coração

Vem cá, Luiza
Me dá tua mão
O teu desejo é sempre o meu desejo
Vem, me exorciza
Dá-me tua boca
E a rosa louca
Vem me dar um beijo
E um raio de sol
Nos teus cabelos
Como um brilhante que partindo a luz
Explode em sete cores
Revelando então os sete mil amores
Que eu guardei somente pra te dar Luiza
Luiza
Luiza

10.6.05

Pra você

Sei que você não anda entendendo nada esta minha súbita vontade de resgate dos amigos, das pessoas queridas, que me fizeram rir ao longo dos meus vinte e pouco anos. Mas não precisa entender, basta deixar eu entrar.

Eu coleciono momentos bem especiais no meu álbum memória. E ainda preciso de muitas outras figurinhas para este presente que pede para eu viver como nunca. Por isso corro, cresço, danço, faço o que eu quero.

Preciso agradecer aos meus amigos mais íntimos. E tento fazer isso sutilmente, na amizade, com um imenso carinho...

É cedo ainda. Vem pra cá, aconchegue-se para a próxima sessão que está por começar. Vai ser bem mais divertido. Vamos ser felizes e zoar pra caramba.

Tropeços...

E o tempo vai passando e eu tropeçando, mas continuo caminhando... O outono leva a tristeza embora junto com as folhas secas. E novas histórias são escritas, recheadas por um enredo ainda desconhecido. Velhos personagens entram em cena, novos e atuais... Uma micelânia no mundo do "faz-de-conta-da-vida".

9.6.05

caraminholas bêbadas

Ando pensando muito em ficar adolescente com a vida. Párar de pensar em monografias, projetos e mudar de emprego. Quero mais e cuidar dos cabelos e das unhas, sonhar com os meninos interessantes, sair pra balada dia de semana e até voltar a falar gírias da modinha.

Quero ir pra festa do farol, à fantasia, da tequila. Quero frequentar a escola de bateria das Gaviões aos sábados e continuar fazendo muita ginástica na academia. Quero ler livros desencanados, de histórias de amor e esconder os livros de ciências sociais e da comunicação.

Quero ligar pra aquela minha amiga antiga e contar todas as fofocas corriqueiras, jogar truco, beber cerveja no bar. Quero ser displiciente, distraída e sem maiores encucações. Quero viajar, ser protagonistas de histórias alegres, ter aquela turma grande de amigos pra dar muita risada.

Sim, essas minhas caraminholas andam me tirando da seriedade normal. Estão embebidas de alguma coisa que ainda não-sei-o-que-é. Só sei que elas estão afim de mudanças. Drásticas mudanças de ser que sou.

6.6.05

Olhos que riem

Como é bom presenciar como a arte muda as pessoas, não? É um calor diferente que aquece as idéias, um sorriso a mais, um novo olhar diante às coisas mais banais, uma satisfação não-sei-de-onde, enfim... um resultado fantástico!!!

Neste final de semana estava como "olheira" num show M-A-R-A-V-I-L-H-O-S-O que aconteceu no Directv Music Hall. Tudo bem... estava trabalhando, recebendo os convidados, os jornalistas que lá estiveram. Mas na hora que só as luzes do palco sobrevivem e os primeiros acordes e batuques começam a ser ouvidos, fiquei de olho nos olhos daquelas tantas pessoas ali presentes, muitos que vieram de longe, só para desfrutar da boa música aliada a um grande espetáculo musical: o show da Palavra Cantada.

Estou na Palavra há quase dois anos e já presenciei muitos shows deles. Claro que as emoções são diferentes a cada show. Principalmente quando falamos dos muitos shows que realizamos na periferia paulistana durante a excursão nos CEUs. Mas tanto lá em Guainazes, como em Moema, tanto sendo gratuito, como sendo R$50,00 o ingresso, as pessoas saem felizes, com um sonzinho novo no ouvido, novas perspectivas, novas sensações que são boas e fazem bem à saúde do espírito.

É por essas e outras que eu estou também mais feliz. E me sinto uma privelegiada por conviver com a arte tão de pertinho, assim como num caso íntimo. Se eu fosse criança outra vez, diria que gostaria de ser ministra da Cultura para levar a arte a todos os cantinhos mais recônditos deste país. Levar aos moradores da periferia das grande cidades como aconteceu durante os anos de 2003/2004 aqui em São Paulo.

E fico aqui só me recordando dos sorrisos e olhares de sonhos que eu já presenciei nos 21 bairros mais esquecidos desta cidade: de Inácio Monteiro a Grajaú, de São Mateus a Cidade Ademar, do Jaraguá ao Itaim Paulista. São milhares de crianças, jovens, adultos e velhos que nem sabem o que é um cinema ou um teatro. Mas quando sentam nas poltronas da platéia e esperam naquela expectativa crescente diante das cortinas vermelhas, só querem viver a vida com o que ela tem de melhor e mais bonito. Querem sonhar com novas possibilidades, através da mágica da arte, ao som da música que leva a viajar nos lugares mais distantes e provoca aquele coisa inexplicável: a emoção.

2.6.05

Acerca das relaçoes virtuais...

Acerca das relações virtuais tenho muito o que escrever... A distância está a apenas um clique, um post, um comment, um scrap ou um e-mail. O charme se dá pela palavra escrita, pela criatividade solta na composição de frases. Dá para saber quem tem intimidade com as palavras e quem não tem. Um "deslise", ops!, deslize é percebido fácil, fácil.

Resolvi falar sobre isso quando há umas semanas atrás recebi um e-mail de um vizinho meu pedindo para ser meu amigo. Curioso, não? Somos vizinhos de casas bem próximas, mas no entanto é no mundo virtual é que ele sentiu a possibilidade de dialogar comigo, já que no mundo real, não passo de uma traseunte com cara "de séria" e que não olha para os lados.

Eu me dou bem com o mundo virtual. Adoro escrever e-mails, blogar, manter aquela amizade por scraps. Já namorei por ICQ, por messenger e já fiz muitas amizades por este mundo do WWW. Acho até que sou mais simpática virtualmente falando, do que pessoalmente. Mas sinto uma preocupação em fazer esta constatação. Porque não há nada mais prazeroso que olhar olho no olho, dar aquele abraço carinhoso, pegar nas mãos de quem a gente gosta. Eu adoro mãos. E por mais que pessoalmente sejamos tímidos, que as palavras não saltem assim pela boca, como acontece por aqui, que gaguejemos, o interessante é a coisa viva, materializada diante de nós.

Enfim... Que as relações pessoais nunca se esgotem. Que elas vivam mais que mil cliques. Que as pessoas se gostem mais pessoalmente do que por esses olhos de vidros que nos acompanha cotidianamente. E quando vir meu vizinho de novo, vou tomar coragem e lhe dar a resposta de amizade pessoalmente.

- A propósito, aceita entrar e tomar aquele velho cafézinho?