30.7.05

Liberdade: é preciso saber usufruir

Um sabadão bem livre foi o que tive hoje. É estranho após um ano de aulas, shows no CEUs e cinco meses na rádio. Não sei mais como lidar com os sábados em casa e, por isso, estou me readaptando aos poucos.

Acordei tarde, li Estadão, chequei meus e-mails, lavei a louça todinha e resolvi malhar. A academia estava muito cheia neste belo dia de sol. A aula foi agitada, mas me fez bem. Depois fiz arroz, lavei minhas roupas, ouvi Primavera do Wisnik umas três vezes, tomei sol da janela do meu quarto, discuti com o meu pai, tirei a sombrancelha, dormi umas três horas...

É realmente estranho todo este tempo livre. E constatei que é difícil ser tão livre assim. A gente fica meio sem saber o que fazer. O meu irmão caçulinha é mestre do saber fazer nada. Ele curte isso, ao contrário de mim, que fico agitada, totalmente ansiosa pelas coisas que vão ou que podem acontecer.

E esta ansiedade que anda atrás de mim o tempo todo, brincando de esconde-esconde comigo há 24 anos, faz com que as minhas caraminholas produzam muitas histórias dentro de mim e diversos enredos possíveis para os próximos capítulos.

Amanhã não haverá mais tempo livre. Irei labutar em pleno domingo. Mas promete ser um dia cheio de fatos e fotos. E ainda bem. Pois sei lidar melhor com a agenda cheia, ao invés de páginas vazias e brancas do nada.

29.7.05

Exclusividades de uma história

Veio assim, de repente, e lancei sem pensar: exclusividades de uma história. Mas não é que esta expressão que ficou até pomposa tem seus fundamentos bem verdadeiros?

Toda história de amor tem suas exclusividades: uma música, um lugar, manias, fenômenos naturais (barriga quente de emoção, por exemplo), apelidos, fotografias, viagens, passeios, gostos, tempos... Enfim, é natural que quando se muda o amor também mude uma série de coisas. Até porque frenquentar aquela mesma pousada que você passou horas de amor com um, pode não ser uma boa idéia de passar com o outro. Aliás, isso é uma péssima idéia.

Tem um que gosta de praia, outro que gosta mais de sítio e aquele terceiro que prefere pegar cinema toda semana. E assim a gente vai escrevendo várias histórias de amor, cada uma com sua singularidade e umas com toques especiais, que nem o tempo consegue fazer cair no esquecimento.

Ontem tive uma experiência engraçada, momentos de relembranças... E coisas que realmente eu havia esquecido o porquê. Eu não lembrava de jeito nenhum que a minha barriga era quente de emoção. Fiz até um teste ontem mesmo e constatei: ela esfriou com o tempo. Ficou morna e sem graça.

Aí dá uma saudade tão grande daquela felicidadezinha recém-descoberta, ingênua, meio boba que não dava conta da grandiosidade dos sentimentos sinceros. Sabe? A imaturidade das emoções...

E aí o tempo passa, como uma onda no mar, e a vida vai tomando seu prumo, são escritas novas histórias, registram-se novos sorrisos, outras lágrimas e nascem novos amores.

Eu tô nessa de caminhar pra frente, sentir o vento bater na cara e percorrer mais estrada com a minha bicicletinha poderosa. Mas a barriga quente mexeu comigo ontem. Virou coisa eterna. Coisas das exclusividades de uma história.

21.7.05

Valores...

O que tem valor pra você? Quais são os seus valores? Já parou pra pensar nisso? O que pode ser um valor pra mim, não necessariamente é um valor para você. E nessas horas o melhor a fazer é sempre manter o respeito, por mais que você tenha vontade de perder a cabeça.

Por exemplo: religião X música.

Outro dia li uma matéria no Estadão sobre uma orquestra formada por judeus e palestinos, criada pelo maestro argentino Daniel Barenboim há quase dez anos que ultrapassa as barreiras do preconceito. "Música pela igualdade", diz o maestro. Você imagina situação desses integrantes? "(...) Muitos pensam como tocar ao lado de alguém que pode ter parentesco com um suicida, um homem-bomba, cujo objetivo é matar e destruir meu povo? Mas quem vê esta orquestra tocando, ou quem trabalha nela, se transforma, passa a experimentar um entendimento mais completo e complexo dessa realidade." Ou seja, o valor musical pra eles está acima do religioso.

Já para um jovem pai brasileiro que ligou no estúdio dias atrás, querendo trocar o CD Pé com pé que havia comprado para os seus filhos por outro, pois alegou que havia muitos batuques, ritmos afros, que não era aconselhado pra audição deles, já que o som se assemelhava ao candomblé e a família era evangélica. Isso mesmo! O valor religião pra ele estava acima da música. E não teve diálogo que fizesse o mudar de idéia. Resultado: trocamos o CD.

Tenho uma amiga muito querida que estava escrevendo uma matéria sobre valores e acho que foi por causa dela que comecei a pensar em tudo isso. Minhas caraminholas se agitam com essas abordagens filosóficas. Mas o caso é que a Jú estava escrevendo para educadores sobre valores. Como passar isso para os pequenos? E que valores são esses? Missão complicada a dela, né? Abstrata que só... Porém tenho certeza que ela fará um belo trabalho.

Vivo em batalhas com os meus irmãos por causa dos tais "valores". E a gente se respeita muito, apesar das brincadeiras. O que lá mais se difere por causa dos valores é meu pai... Tem cada valor aquele lá. Vive pensando no futuro, comer banana, comer laranja... carro velho, economia, fazer ginástica, tomar sol do meio-dia, bis branco todo domingo, fritura, discovey channel (argh!!!!).

Mas enfim... apesar das batalhas cotidianas, a gente vai descobrindo a harmonia através do respeito.

20.7.05

Caros Amigos

Esta revista que eu gosto muito expressa bem o valor dos amigos: são caros, no sentido mais precioso da palavra e também na conotação mais querida possível.

Hoje é dia do amigo. Um dia que não é considerado atrativo ao mercado como o dos namorados, mas é uma data para refletir sobre essas pessoinhas tão importantes e fundamentais na nossa história. Muito mais que um amor que chega fulminante e vai embora de repente. Os amigos são pra sempre na vida da gente.

Apesar do meu orkut dizer que tenho cento e tralálá amizades, sinto que AMIGOS em "caixa alta" tenho muito menos que a metade. E são aqueles que nos acompanham nos mínimos detalhes, em momentos cruciais, em instantes alterados, no mundo virtual, apesar da distância, do tempo, dos namorados (as)... São pra sempre amigos.

E pra falar deles nada melhor que lembrar aquela música linda do Milton, mineiro sábio das palavras, que diz que a gente tem que guardar do lado esquerdo do peito, a sete chaves, debaixo do travesseiro (invenção minha). Tem melhor lugar de que debaixo do travesseiro para sonhar com eles, como anjos que nos guardam dos pesadelos terríveis do cotidiano?

Salve, meu amigos queridos! A todos vocês, um abraço bem apertado com bastante carinho.

19.7.05

sonhando ainda...

Eu estava tentando descobrir o porquê... Mas acabei descobrindo quando. E sabe quando foi?

Foi quando eu te vi pela última vez, meus olhos encontraram os seus e quiseram ficar por ali. Sabia que não dá para esquecer seu olhar? Pois é... Que olhar lindo que você tem. Olha profundamente na gente, com aquela subjetividade no ar. E quando você sorri transforma-se naquele menino moleque, lindo, de fazer a gente rir junto. Seus olhos se encolhem, engraçado né? Assim como os meus.

E é sonhando que a gente chega lá. Te espero na chegada, na saída, na hora do gol... espero você sempre desde então.

sonho bom

Eu não quero nem saber. Nem brigamos, nem recomeçamos nada de nada. Só ficou este envio desvairado de palavras e este silêncio pra apagar meus desejos. Mas saiba que não deu certo. As coisas que vão aqui dentro de mim estão fortes e dando muito trabalho para as minhas caraminholas.

Hoje eu sonhei com você. Sonhei tão gostoso. Você me abraçava de uma forma tão apaixonante. Seus olhos percorriam meu corpo numa vontade louca de se acabar em beijos. Não queria acordar. Queria ficar ali com você nos meus braços e eu em você.

Será que alguém pode me explicar o que anda acontecendo comigo? Você podia me ajudar a descobrir.