Liberdade: é preciso saber usufruir
Um sabadão bem livre foi o que tive hoje. É estranho após um ano de aulas, shows no CEUs e cinco meses na rádio. Não sei mais como lidar com os sábados em casa e, por isso, estou me readaptando aos poucos.
Acordei tarde, li Estadão, chequei meus e-mails, lavei a louça todinha e resolvi malhar. A academia estava muito cheia neste belo dia de sol. A aula foi agitada, mas me fez bem. Depois fiz arroz, lavei minhas roupas, ouvi Primavera do Wisnik umas três vezes, tomei sol da janela do meu quarto, discuti com o meu pai, tirei a sombrancelha, dormi umas três horas...
É realmente estranho todo este tempo livre. E constatei que é difícil ser tão livre assim. A gente fica meio sem saber o que fazer. O meu irmão caçulinha é mestre do saber fazer nada. Ele curte isso, ao contrário de mim, que fico agitada, totalmente ansiosa pelas coisas que vão ou que podem acontecer.
E esta ansiedade que anda atrás de mim o tempo todo, brincando de esconde-esconde comigo há 24 anos, faz com que as minhas caraminholas produzam muitas histórias dentro de mim e diversos enredos possíveis para os próximos capítulos.
Amanhã não haverá mais tempo livre. Irei labutar em pleno domingo. Mas promete ser um dia cheio de fatos e fotos. E ainda bem. Pois sei lidar melhor com a agenda cheia, ao invés de páginas vazias e brancas do nada.

