28.5.05

Márcia, a mãe de Manu.

O nome dela é Márcia. Tem uma filhota fofa que se chama Manuela. Ela nunca pensou em ter filhos logo, mas aconteceu. E hoje a Manu é a sua maior preciosidade. A Má é uma das pessoas mais meigas e espontâneas que conheci nesses últimos tempos. Determinada, guerreira que só. E uma amiga! Grande amiga!

A Má gosta de bagunça, de papo e de colo. Adora apertar a barriga do irmão querido e colocar a língua entre os dentes. A Má é singular, é linda e carismática.

E eu fico tentando lembrar a primeira vez que vi a Má e acho que foi na casa do pai dela. Ela tem o cabelo parecido com o meu e até nos confundiram. Ela deu uma risada logo de cara e já nos gostamos. Simpatia à primeira vista.

Participei de um momento único da Márcia e foi quando a Manú nasceu. Eu vi a Manú fofureca no berçário e vislumbrei um pouquinho da menina moleca que ela vai se tornar.

rcia, e da Manu, que ama o Marcelo, maravilha, maluca, maninha, os amigas que massageiam a alma.

Amar a é mamão com açúcar, margarida, maracujá. Há várias maneiras de olhar esse mar de coisas boas. Mas sempre com magnificência.


Em homenagem à Márcia, a eterna menina moleca, mãe de Manu.

Diploma dos sonhos...

Nessa última quarta-feira fui buscar meu diploma. Até que enfim!!! Depois de longos 2 anos e alguns meses lá estava ele, todo pomposo, com uns detalhes dourados e me concedendo o título em bacharel em comunicação social, especialização em jornalismo.

Queria mesmo que ele viesse com o seguinte título: "Educomunicadora: em favor da cidadania e da educação Paulo Freiriana".

Tudo bem... eu sei que isso são sonhos demasiados das minhas caraminholas. Mas o que importa mesmo é que eu sou o que quero ser. E eu, Mônica, sou discípula do Prof. Ismar, sou uma aprendiz da educomunicação.

26.5.05

Castigo

Estou de castigo, mergulhada em livros, teorias diversas, autores e linguagens da ciências sociais... Preciso entregar um trabalho na segunda-feira, intitulado "7 laudas". Mais parece um monstro, mas trata-se de um simples trabalho que decide todo o meu futuro acadêmico nos próximos seis meses. Preciso me concentrar...

E lá fora a imagem é um belo sol estampado nas paredes das casas, que aquece o coração dos apaixonados, o sorriso dos velhos e aumenta a alegria dos pequenos.

25.5.05

A garoa engordou...

E a garoa se empolgou, engordou e se transformou em dilúvio. Sob a chuva as pessoas vão andando, correndo e se salvando. É um corre-corre, uma pressa, um stress, todas enlouquecidas. Ninguém sai, ninguém vai... todos engarrafados, encalacrados ou nos ônibus lotados.

Bafo quente, janelas fechadas, xingamentos, sussuros ao pai do céu, conversas sobre o tempo... Da janela embaçada só se vêem as poças d' água enfeitando as ruas e avenidas. E na passarela de pedestre, um desfile de guardas-chuvas, dos mais exóticos aos mais básicos. Tem tudo, de todas as cores e tamanhos.

São Paulo desvairada... expulsando seus habitantes das suas terras já cansadas. E a população também se cansa, mas há muito não tem poder de ficar sem ela.

E vem mais chuva por aí para brincar com os mau-humorados. Vem para levar um monte de gente, quebrar pontes e ir contra a corrente. Para alagar as ruas, virar notícia de rádio e ser capa de jornal. Vem mais chuva para os desesperados, para os trôpegos e para os desajustados.

E aproveitemos esta paralisia geral para refletirmos. O que vale a pena nesta vida de almas pequenas?

Beijo!!!

23.5.05

Vaga-lume chamado Bia

Com a Bia foi assim... me apaixonei por suas trancinhas e seu jeito de falar as coisas da vida. Tinha oito anos apenas... Uma menina esperta, moleca e levada da breca. Que já sabia lutar pelas coisas melhorarem. Que o otimismo sempre foi seu melhor segredo. E o tempo foi passando e a nossa amizade crescendo. A Biazinha querida, filha única de Marta, é como se fosse minha irmã mais nova, aquela que nunca tive.

A Bia hoje está prestes a completar 13 anos. Uma mocinha que não é mais BV, como ela mesma me diz. Que adorar falar, rir, escrever, dançar e ter amigos. Ela ilumina o caminho daqueles que não acreditam. Pois até as coisas inacreditáveis ela conseguiu. Durante um mês revolucionou o cotidiano da ala infantil da Santa Casa. Era o leito mais visitado, aquela que reunia ofertas de esperanças.

A Biazinha é o meu vaga-lume. Vai espalhando sua luz por onde passa, com seu sorriso lindo e sua vontade imensa de brincar com as coisas. E que a vida é bem mais simples e gostosa de ser vivida.

20.5.05

Moniquinha... do meu coração!

Coisas da vida

Quando a lua apareceu ninguém sonhava mais do que eu
Já era tarde, mas a noite é uma criança distraída
Depois que eu envelhecer ninguém precisa mais me dizer
Como é estranho ser humano nessas horas de partida
É o fim da picada, depois da estrada começa uma grande avenida
No fim da avenida, existe uma chance, uma sorte, uma nova saída
Qual é a moral, qual vai ser o final dessa história
Eu não tenho nada prá dizer, por isso digo
Que eu não tenho nada prá perder, por isso jogo
Eu não tenho hora prá morrer, por isso sonho

São coisas da vida, ah ah ah


Rita Lee

19.5.05

nao sei o que houve com estas caraminholas malucas

Para refletir, sorrir e pensar

Estava vindo para o meu trabalho pela manhã, quando deparei-me com os seguintes dizeres colados numa motocicleta, na Rua Lisboa.

" Eu adoro as Rosas, mas prefiro as Trepadeiras".

No ônibus, também na vinda para a labuta, um jovem "cuidador" de modelos:

"Me dá esse bombom aqui. Hoje só salada".

E para encerrar, Proust, nas suas sábias palavras:

"Uma verdadeira viagem de descobrimento não é encontrar novas terras, mas ter um olhar novo".

18.5.05

Triste notícia...

Foi assim. Do nada. Há alguns dias descobriu-se que tinha câncer e hoje morreu. Sim! Aquela minha tia querida do Tatuapé. É... Aquela que você conheceu, na festa da família do meu pai. Comemos pizza e bebemos cerveja. Você lembra? Tiramos até fotografia... Depois quando fomos embora o seu carro estava fumando maconha no estacionamento. Você lembra disso tudo? Dá até vontade de dar risada neste momento tênue.

E quando a morte leva uma pessoa da família da gente, assim bem de pertinho, dá um medo, um frio... E deu uma saudade apertada de você. Uma saudade insana.

Se eu morrer... sem antes falar com você, saiba que morri com o amor grudado no meu peito. Um amor frustrado, mas amor. E só nós dois sabemos o porquê. Hum, saudades!

Minha mãe está arrasada, mas firme. Nas horas cruciais sou como ela, a gente não chora. Ficamos assim... tristes, mas secas, como as uvas passas. A gente só chora com essas bobeiras do amor. Há quem diga que são bobeiras.

Esta minha tia era tão ótima. Um humor... Fazia uma sardela inesquecível. Queria me aconselhar, depois que disse que tinha vontade de pôr silicone. Ela tirou os dela. Tinha grande demais. Tava toda feliz no seu último aniversário, em janeiro.

Pois então... imagine meus primos!!! Se fosse a minha mãe, estaria morta junto. Sou uma extensão dela. Uma não funciona sem a outra. Minha mãe não pode morrer sem antes fazer todas as vontade da Luísa. A minha mãe é tão linda, tão doce. Eu amo tanto a minha mãe.

Ai! Pois é, ela morreu, a minha tia. E agora as minhas caraminholas só ficam relembrando dela assim... sem párar. E também de você. Não sei o que uma coisa tem a ver com a outra.

Mas enfim... preciso ir pro cemitério. Vou eu e meu pai. Meus irmãos você conhece... São assim como você, não ligam para os parentes. Mas eu vou e sei que vou continuar sentindo saudades. Suas e da minha tia.

17.5.05

onde eu moro

Moro num lugar feliz, onde a pracinha principal se chama Elis.
Onde as ruas são largas e arborizadas
Os ônibus são, na maioria, cor de laranja
Mas há também os pintados de azul, que sacodem o asfalto da minha rua.

Da minha janela dá pra ouvir o som dos bichos
O som da meninada no recreio
O som do estádio quando cheio
O som do carro da pamonha, da Casas Bahia e da cândida.

Tem pizzaria, barbearia e marcenaria
Mas a padaria ...
Prefiro o mercadinho do Seu José
Onde tem doce, sorvete e bicho de pé

Lá perto da minha casa vivem elas
As sorrateiras, malvadas e venenosas
Estão lá tomando sol no jardim
Em cima de qualquer monte de cupim

Eu adoro a Vila!
Embora ela não seja a "gordinho",
É bem simpática
Tem muitos corinthianos por lá.

Tem pagode, tem ubanda, tem batuque
Tem buzina, bicicleta e escadão
Quando tem jogo, a Vila pára
E só se ouve o grito de gol

Bairro de estudantes, de músicos, de gente boa
Que tem como carma a Rebouças
Como parque, a cidade universitária
E como balada, a Raposo.

15.5.05

Minas, minha querida.

Quando eu morei em Minas, foi como se tivesse saltado do meu destino e vivesse uma outra história paralela ao tempo. Foram seis anos de muitas aventuras por aquelas bandas de lá. Pausa no trabalho incessante, no trânsito, na violência cotidiana, na capital do consumo desenfreado.

Como a Sofia, de Jostein Gaarden, eu era uma personagem de uma história das histórias.

Em Minas pude falar com o "r" ao final das palavras, ser apaixonada pela sibipiruna da calçada e caidinha pelo ipê amarelo do jardim da frente. Eu tinha três cachorros que lambiam minhas lágrimas quando estava triste e podia escolher a rede melhor pra assitir ao espetáculo do meu amigo Sol, no seu poente. Tive muitos amigos queridos. Aprendi a fazer bolo de morango e a desgustar a melhor esfirra do mundo, da tia Russa.

Aprendi a dirigir e a não ter medo das ladeiras; descobri a minha paixão secreta pelos andantes, estudos de Fernando Sor e minuetos de Bá nas partituras para o meu velho violão; me enamorei das chuvas de verão que caíam no meio da tarde sem avisar.

Minas, minha querida e saudosa terra. Hei de um dia viver entre suas belas e ternas montanhas, misteriosas e que me faz tão bem. Nasci em São Paulo, mas tenho um quêzinho mineiro, do sul, herança dos meus pais e avós. Terrinha da mentira, das prosas Rosas, das músicas de Milton, das poesias tão de Carlos.

gostinho de quero mais

Queria saber tanto que gosto que tem... Mas ele não deu muita bola pro meu convite. Encarou como mais uma cerveja no bar. Uma pena!!!

Chocolate ao leite

E entre as indas e vindas da TPM, meu domingo teve um gosto amargo. Depois de dormir uma tarde inteira, levantei, tomei um belo de um banho e resolvi comer chocolate ao leite para adocicar esta alma que aqui habita. Funcionou! Estou de bem comigo mesma de novo.

Vitória

O Timão ganhou hoje. Aqui em casa está uma felicidade solta no ar. Mietto, acho que foi em comemoração ao seu niver, viu?

E eu que estava querendo tanto ir num jogo para exorcizar todos os males, o caso de invasão será julgado esta semana e é bem provável que o Corinthians tenha que jogar de portões fechados. Hupmf!!! Assim sou obrigada a estudar, estudar e a estudar.

Casa de Areia

O filme "Casa de Areia", ao qual eu assisti ontem, implicou comigo. E muito! Perseguir um objetivo ou deixar estar... ao sabor do vento?

O filme com as Fernandas, mãe e filha, é pertubador. Aquele mar de areia infinito, o sol que não se acaba, a ausência de música deixa-nos com a boca seca. Genial mesmo é o Seu Jorge tranformar-se em Luiz Melodia e o encontro das Montenegros no final do filme falando que o homem pisou na Lua e lá encontraram mais "areia". Muito bom!!!

Mas o que eu fiquei matutando é por que chega um momento que a gente se conforma, deixa estar, fica assim então, nossos sonhos não morrem, mas adormecem, acostumamos simplesmente? Triste? Não sei não. Parece que a vida sem ânsia de mudar perde um pouco sua graça, mas a acomodação traz paz. Uma paz nunca alcançada pelo ser que vive buscando incessantemente.

Eu tenho meus momentos de viver no cantinho, meio escondida, entre meus livros e os chás, entre as montanhas mineiras, perdida entre um parágrafo e outro. E acho que o que eu busco é exatamente isso: aquela felicidadezinha morna de ver meu rancho, meus amigos, filhos e netos lutando contra as ondas doidas da vida. Assim como o Seu Guimarães. Assim também como a Lya descreve sua terceira idade.

Mas estou na fase totalmente oposta, a das lutas, a dos sonhos... E mesmo com este vigor da juventude já não sonho mais: retratos em preto e branco, folhas nuas, riso sem graça, emoções congeladas.

Volto a ser aquela criança velha que morou em mim por tanto tempo.

13.5.05

Pérolas Marthianas

quanto mais escrava
mais escrevo
pra libertar essa mulher da vida
que me habita

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não tente chegar na hora marcada
ele pode vir antes, ou chegar depois
o amor deixa sempre esperando

Martha Medeiros

Sapatilha + chuteira = coisa boa

Li esses dias no Estadão, dito por um jovem bailarino do projeto Joaninha (do Ballet Stagium), a seguinte declaração:

"... a sexualidade não está em uma sapatilha ou em uma chuteira".

Eu fiquei encantada por esta declaração. Achei-a tão madura e verdadeira... Mas, infelizmente, esta coisa do preconceito ainda muito presente na nossa sociedade formula estereótipos sociais e julgam aqueles que não estão enquadrados.

Lembro-me que na minha infância entre virar estrelas com pernas tortas e chutar as canelas dos meninos, ficava sempre com a segunda opção. Adorava futebol. Joguei no ginásio, no colegial e até na faculdade tínhamos um time, as Roberbelas. Tudo bem que perdíamos quase todas as partidas, mas era tão legal calçar as chuteiras e jogar, jogar e jogar...

Não sei se é porque tenho 3 irmãos, entre minhas bonecas havia também uma arma de espoleta, uma fantasia da mulher maravilha, e a Barbie que convivia muito de perto com os bonequinhos do comandos em ação. Também por sermos quatro, sempre era escalada pra brincar de gol a gol nos quintais por quais já passamos. E quando ia para o colégio, no alto dos meus onze anos, discutia tanto sobre os enredos das novelas como dos resultados do campeonato paulista.

Nunca gostei de Hello Kity, cor-de-rosa, brincos, batom, perfume, ursinhos de pelúcia, sandália ou sapatos. Gosto de rabo de cavalo, amarelo e vermelho, caneta 10 cores, meia e tênis, livros, jogo de buraco, chá, blusa amarrada na cintura.

Observando a meninada de hoje, acho que tem muito mais meninas molecas que antes. E também meninos mais sensíveis, que gostam de fazer ballet. Isso é bom. Muito bom. Mas é preciso despirmos de todos esses pré-julgamentos que vem colado na gente, junto com as palavras de nossos pais. Párar de denominar azul para meninos e rosa para as meninas. E vivam todas as cores, a infinidade de gostos, esportes e sentidos. Afinal o que importa mesmo nisso tudo é amar e ser feliz. E essas coisas não tem cor, raça, nem religião. Basta sentir.

12.5.05

Now We Are Free

Ontem elegi a canção da minha retomada: Now We Are Free, da trilha sonora do filme "Gladiador". Estava fazendo minha aula de combat e o professor colocou esta música no momento do alongamento final. Fiquei em transe olhando as árvores lá fora, aquele sol lindo de outono, enquanto tentava esticar uma perna e outra.

Eu sou fascinada pro trilhas sonoras. Tenho uma coleção delas aqui em casa. Principalmente as instrumentais... São sempre as mais lindas. E esta música apesar de ser cantada também, transmite uma energia de poder, de recomeço, de que somos o que queremos ser e o que lutamos pra ser.

Quando os momentos da gente ganham uma trilha musical, parece que tudo fica mais fácil de absorver e sentir. Editamos aqui dentro mesmo e guardamos do jeito que nos convém. E rumo a mais cenas, delírios e histórias pra viver e pra contar depois.

9.5.05

Saudades de sentir saudades...

Passei meses esperando, chorando de saudades, construindo e compartilhando planos, fazendo preces ao tempo para que ele passasse rápido como um cometa. Amava as noites, pois eram os momentos dos sonhos, quando nos encontrávamos a sós, às escondidas da distância física que nos separava. Amava tanto aquela barba, aquele sorriso, a barba...

Corro, corro, corro e não olho para trás, mas para os lados. Quero identificar quem está comigo e fazer delas minhas preciosas companhias. Quero esquecer, engulo seco, engulo o choro, abafo os desejos, apago tudo dentro de mim. Tenho raiva, ora amor, sorriso ardido em febre.

Tenho saudades de sentir apenas saudades.

8.5.05

Flerte na livraria

Esta poesia me ganhou na livraria. Não deu outra. Dei de presente pra minha linda. Ela adorou! E eu, de quebra, também.

Com as perdas, só há um jeito:
perdê-las.
Com os ganhos,
o proveito é saborear cada um
como uma fruta boa da estação.

A vida, como um pensamento,
corre à frente dos relógios.
O ritmo das águas indica o roteiro
e me oferece um papel:
abrir o coração como uma vela
ao vento, ou pagar sempre a conta
já vencida.


Lya Luft

Mamães de folga!

Hoje é dia das mães, mas no cinema vi uns três pais com suas filhinhas, sem o acompanhamento das mães. Curioso. Será que a nova moda é deixá-las de folga como mãe para comemorar ...

7.5.05

sonho de infância

Há quase um ano estou realizando um sonho de infância: ir para a escola a pé.

Bem... o caso é que a minha vida toda nunca estudei perto de casa. Sempre precisei de uma condução. Mesmo quando mudei para PA city, em Minas, que é pequenina, precisava atravessar o aterrado de busão ou de carro.

Mas enfim... com a esperança nunca morreu, fiz que fiz, inventei e acabei conseguindo.

Hoje tive aula e o dia estava lindoooooo, com um sol exuberante e fui a pé pra escola. Que prazer!!! Eu levo 40 minutos da minha casa até lá. É uma caminhadinha boa, mas eu vejo muito verde, corredores, ciclistas e raros estudantes como eu. Afinal, sábado, a USP é dos atletas.

As minhas aulas hoje foram proveitosas... Falamos sobre comunicação digital e produção de documentários. E as minhas caraminholas ficam matutando sobre as temidas "7 laudas" que preciso entregar no dia 30 e também sobre a minha tese de conclusão. Preciso achar uma solução... Preciso muito conversar com alguém. Caso contrário as caraminholas não me deixarão em paz.

Amanhã tem mais aula... Sei que é dia das mães, os professores também sabem. Mas as coisas são assim mesmo. A minha querida vai trabalhar, como sempre. Mas vou fazer de tudo para almoçar bem juntinho dela.

6.5.05

Sono sonhador de Luiz Melodia

E o Luiz Melodia está aqui na cama do Pépi, dormindo um soninho gostoso, silencioso... Esses dois estão famosos de tanto que a Sandra e o Paulo andam falando deles. Hoje saiu uma matéria na Crescer. Linda!!! Foi um motivo pra eu ficar bem feliz nesta sexta.

E enquanto eu tento driblar esses 225 e-mails que insistem em permanecer na caixa de entrada, jornais, revistas, rádios de todo o Brasil me pedem material para divulgação. Aí tem o cadastramento das tantas ONGs, tem o show do Directv, as partse remodificadas do site... Ah!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Vou ficar doidona daqui a pouquinho.

xodo

Meu outro irmão querido vai casar outra vez... Hum!

E ontem ele veio me acordar pra dizer que a noiva acha o meu cabelo o mais lindo de todos. Adoro quando elogiam o meu cabelo, meu xodó. A cunhadinha me ganhou de vez!!!

crise de apaixonite aguda

Tô muito preocupada com uma das pessoas que mais amo nesta vida: meu irmão lindo e querido. Ele não anda bem de saúde. Preciso que o Corinthians comece a ganhar os jogos e dar alegrias a esses torcedores totalmente apaixonados.

Sansao

Ontem à noite olhei pro meu Sansão sentado na cadeira, com aqueles olhos grandes pedindo carinho e lembrei que hoje é aniversário de uma pessoa super querida. Saudades dela... Eu e o Sansão. Saudades de coisas vividas e não vividas entre nós.

feira de sentimentos...

E falando em feira... Aqui dentro de mim há uma feira de sentimentos. Uma confusão só! Minhas caraminholas gritando, discordando uma das outras, que parece que estou como a minha prima, querendo gritar pra ver se as caraminholas cessam a construção contínua de ilusões. Elas são super hiper ativas. Não páram, nem quando eu durmo.

Dia de feira

Hoje é dia de feira na rua da minha casa. Eles chegam ainda de madrugada, estacionam os caminhões, tomam café de garrafa térmica e começam a montagem das bancas. É uma barulheira que só. E quando amanhece, o sol colore todas as frutas, as flores, os legumes e verduras. Fica uma salada mista, uma confusão de vozes e de ofertas gritadas.

Dia de feira , é dia de comer pastél, é um dia alegre, de muito barulho, dia que não podemos utilizar os carros e que o Vila Gomes fica longe, longe, curtindo o verde da praça Elis Regina.

5.5.05

Carrossel de sensações

Uma viagem ao mundo dos sons mágicos. Só fiquei sentindo as notas, os timbres, as combinações perfeitas em instrumentos inéditos e que produzem uma sonoridade de fazer sonhar.

Viajei, chorei, dei risada, senti saudades, senti aflição. O que aquele grupo de pessoas consegue fazer é incrível. E o que despertou em mim e na maioria das pessoas que estavam ali, também é único.

UAKTI é o nome da entidade dos anjos dos sons. Não pretendo descrever os instrumentos, nem as músicas que eles tocaram, mas sim os sentimentos todos que foram despertados. É como se a gente pudesse voar, conhecer muitos lugares, viver muitos sentimentos e sair feliz de tudo aquilo ali. Feliz e com vontade de mudar o mundo, de distirbuir a música por aí e fazer todo mundo sentir um pouquinho da magia da vida. Relembrar os tempos das caixinhas de música, do cheiro molhado dos campo, o som do vento, das águas, dos nossos sonhos mais secretos.

Como disse o Lauro hoje no Estadão é um "carrossel de sensações".

3.5.05

Beijos roubados

Durante meu banho quentinho depois de um dia cheio de trabalho, nada melhor que pensar em coisas boas. E eu estava pensando em beijos!!!

Beijos roubados é o nome de um filme do Truffaut. Mas pra mim, é um capítulo à parte das minhas histórias de amor.

Fazendo uma retrospectiva rápida, como ando nostálgica que só, como disse Carolzinha, fiz uma constatação que parece boba, mas que reflete na minha personalidade: todos os meus relacionamentos se iniciaram com um beijo roubado. Sim, sim, sim, sim!!!

O meu primeiro beijo foi roubado pelo meu primeiro namorado. Tinha 13 anos, morava em Minas e era véspera da Copa do Mundo. Era um garoto do bairro por quem era platonicamente apaixonada desde que chegara lá. E nessas paqueras adolescentes os fatos tomam uma dimensão maior do que realmente eles têm. Ele já havia tentando me beijar antes e deu de boca com a minha bochecha. A turma toda viu e foi motivo de piada para todo o dia que se seguiu. Na noite seguinte, como uma forma de provar que ele podia e conseguia, essas coisas de menino mesmo, foi me chamar lá em casa, me pegou no portão e dessa não mais escapei. Foi meu primeiro beijo na boca e o primeiro de uma série de beijos roubados. A turma estava escondida no muro da casa de trás assistindo tudo. E eu lá fervendo de emoção por dentro e vermelha de vergonha por fora...

Já meu segundo namorado, foi bem depois. Tinha 19 anos, já estava na faculdade e íntima das suas idéias, palavras... Passávamos noites conversando sobre tudo. Tínhamos tudo a ver, a gente já se conhecia muito, mas ainda não totalmente. Então nosso melhor amigo, o cupido, resolveu dar uma mãozinha. Fomos a um boteco na esquina da minha casa, aqui em SP, pra beber cerveja. Só podia ter sido assim... Rs. Foi o mais divertido de todos. E o meu rosto se enrubesceu de uma maneira que todos da mesa de sinuca se espantaram com as conseqüências de um beijo roubado.

O terceiro... tinha uns 22 anos, estávamos num final de semana no sítio com a galera do trabalho. Eu não queria, mas as minhas colegas armaram uma arapuca sem saída e trancaram-me pra fora de casa. Sem que eu percebesse, ele estava lá, de tocaia. Fazia um frio tão grande naquela noite de janeiro, que seus lábios mornos me esquentaram e eu acabei me rendendo por seis meses.

O quarto e o meu mais recente namorado foi há uns dois anos e meio atrás... Estávamos no carro, no estacionamento de um shopping, recém saídos do cinema. Ele pediu para eu pegar alguns CDs atrás do banco e no momento que abaixei para pegá-los, smack, sem que eu pudesse esboçar alguma reação a não ser curtir e beijar também. Deste ainda posso sentir o gosto, o cheiro e todas as nuances. Foi o início de uma história boa.

Se há nisso alguma falta de iniciativa da minha parte, reflitirei bastante. Nos próximos reverto o jogo. Afinal se é roubado ou não, beijos são os selos de grandes histórias de amor e paixão. Inícios ou finais...

1.5.05

Crise de identidade

Crise de identidade, foi isso que ocorreu comigo quando estava assistindo ao final da super liga de vôlei pela TV. A partida era Minas contra Banespa de São Bernardo. Ops!!!

Quando criança, ficamos sócios do Esporte Clube Banespa, que fica em Sto Amaro, zona sul de São Paulo, vigiado pelo gigante e bandeirante Borba Gato. Fazia jazz, ginástica olímpica, natação... Lá era o paraíso dos esportes. E quase sempre encontrávamos com os meninos do vôlei: Tandi, Marcelo Negrão, Maurício... Faz tempo mesmo. Tinha uns 11 anos, mais ou menos e estava indo pra minha aula de jazz que era ao lado da quadra de vôlei, quando esbarrei com as pernas do Tandi. Parece engraçado agora, mas naquele dia fiquei desconcertada, morri de vergonha de todo mundo. Acho que eu não dava nem na cintura dele.

Naquele tempe havia um monte de casinhas onde os jogadores de fora moravam. Parecia aquelas vilas militares. E em dias de jogos, o clube se agitava e a torcida cheia de jovens e tietes lotavam as arquibancadas para torcer por aquele time tão querido, tão Santo Amarense. Meu irmão mais velho frequentava a escolinha de vôlei e eu acreditava vêemente que ele seria o Maurìcio do ano 2000. Levantava bem pra caramba, apesar de não ter altura. Mas ele pulava tanto lá em casa, que cresceu mais que as estatísticas que meu pai fazia mês a mês. Sim! Meu pai tinha um grande livro de alturas que vivia medindo seus quatro filhos e marcando com risquinhos atrás da porta da sala. Deu até saudade daquela paranóia no meu pai. O seu sonho era ter filhos altos.

Mas voltando ao Banespa... hoje quando assistia à partida pela TV me senti meio traída. Afinal aquele não era mais o Banespa da minha infância. Nem sabia ao certo se devia torcer e sofrer com aqueles pontos disputadíssimos, aquela agonia toda. Optei por assistir pela Cultura, pois lá o narrador ainda preservava a minha memória e chamava o time de Banespa. Ao contrário do locutor da Rede Globo que insistia em chamar de apenas de São Bernardo.

Entretanto, já no quinto set, quando o Minas foi derrotado por aquele time de vermelho, de craques como Nalbert, Rivaldo, Polaco, entre outros, vibrei como aquela menininha de 11 anos vibrava. Afinal o nome podia não ser o mesmo de anos atrás, mas o espírito de vencedor permaneceu. E nada contra as Minas Gerais, mas a rivalidade regional faz diferença no final das contas. Sou Banespa desde criancinha.